30.7.22

CAÇANDO CARNEIROS

Este foi o sexto livro que li do badaladíssimo escritor japonês Haruki Murakami e já havia escrito aqui sobre o único livro dele do qual não gostei: “Kafka à Beira-Mar”. Agora, junto a essa seleta lista “Caçando Carneiros”, que se não chega a ser tão ruim, está anos luz distante da qualidade dos outros que li: "Norwegian Wood, Minha Querida Sputnik, Sono e O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação".

Reconheço, porém, o potencial de Caçando Carneiros para se igualar a Kafka à Beira-Mar em ruindade porque Kafka tem insuperáveis 576 páginas da mais pura chatice, enquanto Caçando Carneiros conseguiu parar em 336 páginas. Ficaria melhor com um corte de 25%.

Aqui temos um personagem jovem e sem nome (e sem qualquer carisma), publicitário dos mais banais, que recebe uma incumbência estranha de encontrar um misterioso carneiro desaparecido no interior do Japão. E mais não digo, pois não há qualquer necessidade já que é tudo uma enrolação. 

Se o livro tem uma pegada de realismo fantástico, fica devendo muito à tradição que nos deu Gabriel Garcia Márquez e Salman Rushdie, encravado entre o que se chama de literatura de enigma e literatura do fantástico, vertentes das histórias com solução racional ou com solução fantasiosa. Murakami fica na metade do caminho de ambas.

Apesar de ainda faltar uma imensidão de livros do autor para ler, percebo nele os mesmos maneirismos, como o uso recorrente de diálogos desnecessários e criação de expectativas na narrativa que não se concretizam em desfechos satisfatórios, chegando a gastar dúzias de páginas e capítulos inteiros em descrições detalhistas sem sentido para a trama ou narrações de atividades banais como o que os personagens comem ou bebem. São verdadeiros inventários de mastigação e deglutição que desrespeitam por completo o conceito da “Arma de Thekhov”, princípio dramático mais do que clássico que define que todos os elementos presentes em uma história devem ser necessários sendo que os irrelevantes devem ser removidos para não produzir falsas promessas.

Este livro, que foi responsável pela grande divulgação do autor pelo mundo e o transformou num fenômeno literário, foi escrito em 1982, quando Murakami ainda não tinha 30 anos, e fica claro sua atmosfera juvenil, que difere dos seus trabalhos seguintes mais amadurecidos, já que, felizmente, ele é um escritor muito prolífico.

O trecho a seguir mostra o tom juvenil que retrata o niilismo do protagonista: “Eu tinha vinte e nove anos. Dentro de seis meses, diria adeus à casa dos vinte. Uma década vazia. Nada do que eu conquistara tinha valor, nada do que eu realizara tinha sentido. Tédio era tudo que eu obtivera.” A presença desse elemento niilista blasé soa bastante datado no estilo que se convencionou chamar de ficção pós-moderna, conceito ele próprio também datado e que consiste basicamente em atirar meio aleatoriamente nas páginas da obra imagens e falas sem muito sentido, confiando que o leitor por si só dará alguma coesão a tudo. Seria ótimo se a narrativa não passasse de uma sucessão de banalidades.  

Na internet circula uma imagem conhecida como “Bingo de Murakami” (reproduzo) em que bem humoradamente (ou não) vemos aquelas ideias que são obsessões do autor e aparecem frequentemente em suas obras como gatos, telefonemas misteriosos, longas viagens de trem, um milionário enigmático, sexo estranho, cabana isolada, comida, solidão, música pop, jazz e suicídio.

Murakami todo ano entra na lista dos candidatos ao Nobel de Literatura e arrasta uma multidão de fãs pelo mundo inteiro, sendo o autor japonês mais celebrado pelo planeta. Curiosamente, no próprio Japão seus conterrâneos não entendem esse sucesso comentando que há no país muitos autores tão bons quanto e que não têm tanta repercussão. Mas não há o que se fazer. O jeito é ler os outros livros do autor para tentar encontrar o mesmo prazer de ter lido O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação e Minha Querida Sputnik. Por sorte, há muitos ainda nas prateleiras.



12.6.22

NÓS

 

A Mãe de todas as distopias

Acabei de ler NÓS, do escritor russo Ievguêni Zamiátin, considerado a mãe de todas as distopias na Literatura. A obra foi publicada nos anos 1920, precursora de todas as famosas distopias literárias: Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), 1984 (George Orwell), Laranja Mecânica (Anthony Burgess), O Conto da Aia (Margaret Atwood) e Fahrenheit 451 (Ray Bradbury), além dos mais recentes Batlle Royalle, Jogos Vorazes e Divergente, todas tendo NÓS como fonte primordial. É curioso que todas as distopias posteriores geraram filmes impactantes, continuações e refilmagens, mas NÓS continua a ser pouco reconhecido.

A obra estava esgotada há anos no Brasil, mas retornou pelas mãos da Editora Aleph, numa edição de luxo, que traz duas leituras complementares: uma resenha de George Orwell de 1946 e a tocante carta enviada pelo autor Zamiátin ao superpoderoso dirigente Stálin, pedindo permissão para deixar a União Soviética por conta da perseguição política e censura feroz.

Em NÓS temos, como nas distopias seguintes, um governo totalitário, aqui chamado Estado Único, que, em nome do bem estar geral, privou a população de toda liberdade, uma sociedade na qual a inspiração é um tipo de epilepsia e a imaginação, uma doença que pode ser erradicada com uma lobotomia.  Temos também aqui uma figura masculina central dominante: o “Benfeitor”, o “pai” do futuro “Grande Irmão”, de 1984, e sob o jugo de quem todos estão irremediavelmente presos.

Estamos no século 26 e não há nenhuma liberdade de expressão nem privacidade. As casas são de vidro transparente e as pessoas têm direito a apenas 1 hora por dia para assuntos particulares, quando podem abaixar as persianas. Nessa única hora está incluído o sexo, que deve ser requisitado através de um formulário. As pessoas não têm filhos particulares e nem mesmo nome, mas números.

O protagonista, o engenheiro D-503, está “feliz” com sua vida genérica até que uma mulher aparece na sua vida, I-330, que o faz questionar tudo em que acreditava. Ao ver-se completamente abalado por um novo sentimento, é diagnosticado por um médico como uma doença fatal: “Você desenvolveu uma alma”.

A ideia tem referências na expulsão do Jardim do Paraíso e George Orwell diz em sua resenha de NÓS: “O princípio condutor do Estado é que felicidade e liberdade são incompatíveis. No Éden, o homem era feliz, mas na sua loucura ele exigiu liberdade e foi expulso. Agora o Estado Único restaurou sua felicidade ao retirar a liberdade”. Mas então reaparece a mulher, qual uma nova Eva, para bagunçar tudo de novo.

O livro não chega a ser tão bom quanto as obras posteriores que incomodam muito pela contundência e mobilizam muito mais os leitores para os horrores das políticas totalitárias de Estado, mas aqui temos a relevância de tratar-se do primeiro livro distópico escrito, surgindo em plena ditadura soviética sob o tacão de Stálin e é incrível saber que Zamiátin que foi prisioneiro no regime czarista, voltou para o mesmo corredor da mesma prisão pelas mãos justamente dos bolcheviques, após a revolução.

NÓS merece ser lido quase como uma obrigação moral de todos que valorizam a liberdade de pensamento na Literatura. A obra, que tinha sido banida do seu país natal por mais de 60 anos, só podendo ser publicada em outras línguas, apenas conseguiu o direito de tradução em russo em 1988, graças à abertura promovida por Mikhail Gorbatchov.

Trata-se de um atestado sobre a importância da liberdade de pensamento crítico e o ofício de um escritor e é comovente ler na nova edição a carta-apelo de Zamiátin a Stálin: “Como escritor, ser privado de escrever é como uma sentença de morte. Não posso continuar meu trabalho pois nenhuma atividade criativa é possível numa atmosfera de perseguição sistemática que aumenta de intensidade ano após ano”.

7.6.22

UM HOMEM SÓ

Terminei de ler o maravilhoso livro Um Homem Só, do escritor e dramaturgo inglês Christopher Isherwood, um clássico da literatura LGBT e muito relevante pela atemporalidade e universalidade do tema: a solidão de um homem gay mais velho na década de 1960. A questão tem ecos em qualquer época já que o ser humano continua a ser o mesmo de sempre, com as mesmas dores e questões e a solidão de um gay mais velho não é diferente.

      O livro foi lançado no Brasil pela Cia das Letras e acompanha um dia na vida do professor George, cujo companheiro de toda a vida, Jim, morreu num acidente. A rotina e a falta de sentido na vida do protagonista se tornou algo tão avassalador e insuportável, que já sabemos de cara que ele decidiu que aquele será seu último dia de vida. Ele não aguenta mais a solidão. Se vai conseguir levar a intenção até o fim só lendo a obra para saber.

    Um Homem Só tem uma introdução impecável do ativista João Silvério Trevisan, ele próprio um escritor gay de 78 anos e por isso mesmo extremamente relevante para acompanhar a leitura da obra. A história foi adaptada para o cinema com Colin Firth como o protagonista, indicado ao Oscar de melhor ator em 2010, e contou com atuações memoráveis de Julianne Moore e do jovem ator Nicholas Hoult que magnetiza o olhar nas cenas em que seduz o professor mais velho, ainda mais quando a gente se lembra dele como o menino do filme Um Grande Garoto, de 2002. Infelizmente, no Brasil o filme que tem o mesmo nome do livro, recebeu o pavoroso título de Direito de Amar.

      No trecho a seguir o autor descreve a importância para ele da sua relação com o companheiro: “Seu livro está errado quando lhe afirma que Jim é o substituto que encontrei para um filho, uma mulher, um irmão caçula de verdade. Jim não era substituto de nada. E, permita-me dizê-lo, não existe substituto para Jim em lugar nenhum”.

      Permita-me, então, divagar um pouco sobre o encanto que uma obra de arte (um livro) pode proporcionar ao abrir janelas para outras obras de arte (outros filmes, um musical, uma peça, uma pintura). Isso aconteceu comigo exatamente por conta de Christopher Isherwood.

      Antes de conhecer o autor, eu já havia assistido ao filme Cabaret, de 1972, indicado a 10 prêmios Oscar inclusive para a atriz Liza Minelli e para o diretor Bob Fosse. Revi o filme várias vezes, tenho a trilha sonora premiada e, inclusive, tive o privilégio de assistir ao musical homônimo na Broadway, no icônico teatro Studio 54. Não me canso de ouvir as canções "Wilkommen", "Mein Herr", "Maybe This Time" e "Money, Money".

      Eu não sabia então que Cabaret era baseado no livro Adeus Berlim, de 1939, que conta a história de um escritor inglês dos anos 30, se esbaldando na frenética Berlim de antes da 2ª Guerra Mundial, obra autobiográfica de Isherwood. Infelizmente ainda não li Adeus Berlim mas esta falha não durará muito tempo.  

      Só me atentei que havia uma ligação entre as histórias quando assisti a um outro filme sobre a vida do autor: "Chistopher and His Kind", drama romântico-biográfico britânico dirigido por Geoffrey Sax em 2011 que é a história das viagens do autor a Berlim, seus romances e aventuras, inclusive o namoro com o célebre poeta romântico inglês W. H. Auden.

      Então temos aqui dois livros, três filmes, uma peça musical....que tal uma pintura? 

     Então entra em cena ninguém menos do que o pintor americano David Hockney, um dos maiores artistas plásticos modernos com inúmeras pinturas celebradas e que simplesmente pintou o quadro “Christopher Isherwood and Don Bachardy”, (foto abaixo) hoje no acervo do Museu Metropolitan de Nova Yorque, que retrata o escritor, já mais velho, na sua casa em Santa Monica na Califórnia, ao lado do seu companheiro da vida toda. 

     Don Bachardy, o grande amor da vida de Isherwood foi inspiração para o personagem Jim, do livro, mas ao contrário de Jim, Bachardy não morreu. Ele até faz uma ponta no filme Direito de Amar. A motivação da história foi uma breve separação que Isherwood e Bachardy tiveram. Mas a relação foi retomada até a morte de Isherwood em 1986, aos 82 anos.

      A leitura de Um Homem Só é quase pedagógica para quem deseja compreender a marginalização da solidão de um gay mais velho, não fosse pela humanidade da questão em si, pela relevância dela para jovens e adultos LGBT que, graças ao hedonismo de uma geração que recém descobriu uma importante e duramente conquistada liberdade e um intrigante culto ao corpo belo e jovem, não concebem as questões inerentes à velhice e à solidão.



31.5.22

ÚLTIMAS LEITURAS

 

LIVROS LIDOS DE JANEIRO A MAIO DE 2022

Há 4 anos publico uma breve resenha dos livros lidos no ano. Para alguns deles, quando me animo, dedico resenhas maiores. Nos últimos quatro anos, minha média anual de leituras está em 56 livros. Foram 40 em 2018; 68 em 2019; 61 em 2020; e 55 em 2021.

Divido as postagens sempre em três blocos Aqui estão os 21 livros que li de Janeiro a Maio deste ano. Foram 8 em papel e 13 em e-book, hábito que pensei que jamais fosse me acostumar de tanto que adoro os livros físicos, mas a praticidade do digital me fez capitular.

1-O COLAR DA RAINHA – Primeiro livro que li de Alexandre Dumas. Uma intrincada história cheia de reviravoltas sobre uma ambiciosa criada da rainha francesa Maria Antonieta, fisicamente muito parecida com a patroa, que aproveita disso para participar de uma trama para minar a já fragilizada reputação da realeza. O livro é um romance histórico que trata das excentricidades da alta nobreza francesa e do declínio da monarquia naquele país mesclando história e ficção numa trama deliciosa e breve.



2 e 3- OS CAÇADORES DE DUNA e OS VERMES DE AREIA DE DUNA- Após os seis primeiros e excelentes livros da saga original de Duna, o filho do autor, Brian Herbert, escreveu novas histórias. Esses dois novos livros deram sequência à série. Aqui, núcleos separados irão se encontrar no último livro num final apoteótico, mas um tanto anticlimático. São muitos personagens que vamos reencontrar e também novos, muitas tramas impossíveis de acompanhar para quem não leu ao menos o último livro da hexalogia original. Foram publicados também livros cujas narrativas cronologicamente antecedem a saga original: desses eu já havia lido A Casa Atreides e A Casa Harkonnen, faltando o terceiro volume, A Casa Corrino.

4-O OUTONO DA IDADE MÉDIA- Publicado em 1919, este livro é considerado um dos mais importantes já escritos sobre a Idade Média. Escrito pelo historiador holandês Johan Huizinga, tem mais de 550 páginas com um texto deliciosamente fluido, apesar de tratar de um tema aparentemente complexo que é o período final da Idade Média, o autor, sabiamente, utilizou métodos e fontes que não eram usuais na época, aproximando-se do que tempos depois seria batizado de História das Mentalidades.  Aqui, a vida medieval é retratada cultura e artisticamente com seus profundos aspectos religiosos e políticos além dos seus modos cotidianos de lidar com a felicidade, os lutos, as guerras, os medos e os afetos. Já escrevi uma resenha completa sobre ele no blog.

5-O CREPÚSCULO E A AURORA- Este livro do autor britânico Ken Follett é o quarto volume da história que começa no monumental Os Pilares da Terra, continua com Mundo Sem Fim e segue com Coluna de Fogo, na chamada Saga Kingsbridge. Se nos três livros anteriores a história acontecia numa sequência temporal, aqui os fatos acontecem cronologicamente antes dos demais, perto do ano 1.000 na Inglaterra, com ataques de vikings e tramas que seguem o mesmo ritmo dos outros livros com personagens carismáticos sofrendo, enfrentando nobres poderosos, religiosos inescrupulosos e tramas cheias de traição e um tanto de final feliz. Vale muito a leitura das quatro obras, pois o autor é mestre nas reconstituições históricas.

6-ASCENSÃOEste foi o 36º livro de Stephen King que li (abaixo, os outros três que completam os 38 dele que li). Uma história que lembra a do seu livro A Maldição do Cigano. Aqui temos um homem que de repente começa a perder muito peso, mas sem alterar sua aparência. Um livro curto (apenas 144 páginas) para os padrões verborrágicos do autor e não se trata de um livro de terror como alguns dos mais conhecidos de King. Quem dera o autor conseguisse ser objetivo e retirar tanta gordura desnecessária de outros filmes como fez nesse ótimo livro Ascensão.

7-LOVE A HISTÓRIA DE LISEY Aqui King nos empurra 680 desnecessárias páginas (podia ter cortado metade) de uma história de amor entremeada de um tipo de viagem por psicotrópico. Temos aqui um escritor dominado pelos seus demônios e cujo amor da esposa é um tipo de salvação. Após ler o livro, assisti à série da Apple TV com Julianne Moore e Clive Owen com cenas violentíssimas e chega a ser mais “doida” do que o livro. Os vilões, o psicopata Dooley e o fantasmagórico Rapaz Espichado não são assustadores ou carismáticos suficientes para carregar o antagonismo da história. Lembrando tantos personagens assustadores já criados por King, o mestre aqui ficou devendo. Dois vilões que não valem meio.

 

8-SACO DE OSSOS O pior livro de Stephen King que já li, com suas infinitas 568 páginas, que mereciam uma machadada ao meio. Vi o filme homônimo e achei tão fraco quanto, com a vantagem de ter eliminado a gordura desnecessária. Outro livro sobre um escritor que aqui sofre de bloqueio criativo após a morte da esposa. Ainda em luto, ele resolve voltar à casa de veraneio à beira de um lago para se inspirar (no filme ele segue para a casa do lago pouco tempo após a morte da mulher, mas no livro King o arrasta por mais de cem páginas até decidir leva-lo à tal casa) onde ele vai se envolver numa história de custódia de criança e atormentados fantasmas do passado. 

 

9-STEPHEN KING VAI AO CINEMA- Livro que reúne cinco contos já publicados em outros livros de King com comentários novos do autor sobre cada conto e suas adaptações cinematográficas. Dos cinco contos eu já havia lido dois (Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank e As Crianças do Milharal) então valeu muito a leitura dos outros três (1408; A Máquina de Passar Roupas e Low Men in Yellow Coats), o último deles ainda não publicado no Brasil já que pertence ao livro Hearts in Atlantis e que traz personagens do multiverso de King com muitas referências à excelente série A Torre Negra. Recomendo muito aos fãs do autor.

10- FRANKENSTEIN – De tanto que essa história está presente no nosso imaginário, fico até surpreso de somente este ano, aos 58, eu ter lido esse clássico da inglesa Mary Shelley. Com o subtítulo de O Prometeu Moderno, conta a conhecida história do médico de Victor Frankenstein que conseguiu dar vida a um ser morto e assustador. A partir do “nascimento” então, criador e criatura vivem num jogo de perseguição repleto de horror. É o primeiro livro de ficção científica da literatura mundial a se tornar um clássico do terror e é importante lembrar que se trata de uma obra escrita por uma mulher, e no começo dos anos 1800, o que não é pouca coisa.

11-AS SOMBRAS DO MAL - AS FITAS DE BLACKWOOD-  Primeiro livro que li da dupla Guillermo del Toro e Chuck Hogan, apesar de já ter comprado há tempos e ainda não ter lido seus três primeiros livros: Noturno, A Queda e Noite Eterna. Aqui temos o trabalho conjunto de uma agente do FBI com o enigmático Hugo Blackwoood. A agente testemunha um crime brutal e inexplicável e começa a questionar sua própria sanidade. Ela encontra fitas antigas que a levarão até um fascinante homem que é a chave para desvendar o que aconteceu com o seu parceiro e ainda defender a humanidade de uma ameaça sem rosto: os incorpóreos, espíritos que se alimentam de emoções e que só buscam o êxtase da morte e do caos. Excelente.

12-A CASA SOTURNA- De Charles Dickens. Foi o primeiro livro de Dickens que li e escrevi no blog uma resenha inteira. Em suas 800 páginas, o autor discorre sobre temas sempre presentes nos seus livros, como o sofrimento das crianças pobres nas ruas inglesas. Infelizmente o livro, que estava esgotado há anos, foi relançado com graves problemas na tradução e erros de revisão. Descuido pela tradução de termos de uso lusitano no lugar de brasileiros, como “quinta”, para terreno; “miúdo”, para criança; “gira”, para maluco e “algibeira”, para bolso. Dickens tece críticas ácidas ao Judiciário por meio do motor da história: um processo que se arrasta por gerações sem jamais chegar perto de uma solução.

13-MANSFIELD PARK– Segundo livro que li da inglesa Jane Austen (após A Abadia de Nothanger) Com 608 páginas, acompanhamos a inesperada heroína Fanny Price, que não é uma protagonista óbvia já que não é vigorosa, aventureira ou audaz mas sim uma moça frágil, insegura tímida que deixa a casa dos pais pobres para morar com os tios ricos onde convive com parentes muito diferentes e complicados. Este é o romance da maturidade de Jane Austen e contido em comparação aos seus livros anteriores Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade (que ainda não li). A excelente edição da ‎ Penguin-Companhia das Letras traz ainda textos adicionais de análises de críticos e notas explicativas sobre a obra, a autora e o contexto histórico.


14, 15 e 16-FUNDAÇÃO, FUNDAÇÃO E IMPÉRIO e SEGUNDA FUNDAÇÃO – Escrevi no blog uma resenha completa sobre esses três livros de Isaac Asimov, de quem só havia lido dois livros (Eu Robô e O Homem Bicentenário). Há mais quatro livros que completam a saga mas ainda não os li. Confesso a minha decepção com a leitura pois a saga carece de fôlego narrativo, pois no fundo são contos encadeados para virarem livros, e nem são livros grandes. Nenhum dos três tem mais de 230 páginas cada, com personagens importantes desaparecendo em pouco tempo com os saltos temporais. A primeira temporada da série da Apple TV, adaptação da saga tem inegável riqueza da superprodução mas não segue fielmente a trama dos livros, sendo uma história dos vácuos deixados pelos originais. Achei até melhor do que o original, o que é raro de acontecer.

 

17-O LIVRO DO DESASSOSSEGO O livro considerado a obra máxima de Fernando Pessoa. Assinado pelo semi-heterônimo Bernardo Soares. Um livro clássico para ser lido, relido com calma, como verdadeira obra de consulta e referência. Uma obra existencialista, repleta de reflexões e questões filosóficas que merecem ser degustadas com paciência e sem pressa pelos leitores. O meu exemplar praticamente não tinha mais espaço para marcações. É tudo perfeito. Não sei como alguém pode ser tão genial como Fernando Pessoa na literatura. Tudo é perfeito. Ainda irei reler o livro muitas vezes, eu sei.

18-SANGUE NA NEVE Há mais de um ano não lia outro livro de um dos meus escritores favoritos, o autor norueguês Jo Nesbo, de quem já havia devorado nove obras. Neste romance não temos o protagonista de vários dos livros do autor, o atormentado policial Harry Hole, mas, temos outro atormentado, Olav, cujo único talento é matar. Mas, apesar de ser um exímio matador de aluguel, Olav tem uma natureza sensível e seu último trabalho será matar a esposa do chefão das drogas de Oslo que estaria traindo o marido. Com elementos noir, Olav se apaixona pela mulher do chefe e decide que pela primeira vez não vai cumprir um trabalho, erro que lhe cobrará um preço emocional e psicologicamente altíssimo. Nesbo sempre afiado como uma navalha.

19-SERIAL KILLERS - ANATOMIA DO MAL- Livro de 480 páginas do estudioso Harold Schrechter, anunciado como: “O dossiê definitivo sobre assassinos em série”, tem uma edição em capa dura ilustrada da editora Dark Side. Infelizmente, a versão digital que li não corresponde exatamente ao original devido aos erros de tradução e falhas primárias como traduzir o grupo The Police como “Polícia” ou a canção Psycho-Killer do Talking Heads como Psico-assassino. Apesar disso, é uma leitura interessante que relaciona psicopatas em série da história que inspiraram filmes, livros e canções como Norman Bates (Psicose), Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes), Jack, o Estripador e inúmeros outros com estatísticas intrigantes: 76% dos serial-killers são dos EUA onde 84% são brancos, 90% são homens e 65% das vítimas são mulheres.

 

20-ELIZABETH I- UMA BIOGRAFIA-Escrito pela jornalista inglesa Lisa Hilton e com 416 páginas é anunciado como um retrato definitivo da Rainha Virgem. Filha de Henrique VIII e Ana Bolena, Elizabeth reinou por 45 anos e foi considerada uma das maiores governante da história da Inglaterra. O livro mostra que o país sob seu comando se tornou a grande potência política, econômica e cultural do Ocidente e recria não apenas o cenário da era elizabetana, mas a complexidade da personalidade da rainha que a vida toda lutou contra os fantasmas da decapitação da mãe por ordem do pai, a permanente suspeita de bastardia e o "fantasma" de Maria Stuart, prima e rainha que mandou decapitar.

21-GUIA DE LEITURA: 100 AUTORES QUE VOCE PRECISA LER- Coleção de breves resenhas de diversos autores, sob a organização de Léa Messina, guia que apresenta, de modo sucinto, cem escritores que se destacam no ramo da ficção e que, através dos séculos, deixaram sua marca na imaginação humana. Traz ensaios de críticos literários, jornalistas, escritores e professores apaixonados pela leitura. A lista tem autores de todo o mundo, atuais e da antiguidade. Valioso como obra de referência. Dos 100 listados, já havia lido mais da metade, outros estavam esperando na minha estante para serem lidos. Agora, tenho como meta, incluir na minha lista de leituras obras de outros autores deste guia. Alguns deles, confesso, ainda não conhecia.


19.5.22

O HOMEM DO NORTE

              ou: Mamãe, olha minha testosterona!

Quase sempre, quando se quer elogiar um filme com a frase: “A fotografia é belíssima”, isso indica que aquele atributo sobrepõe outras qualidades da obra. A bela fotografia deve ser um plus e não o cartão de visitas de um filme.

O Homem do Norte, dirigido por Robert Eggers (A Bruxa e O Farol) tem fotografia, iluminação, figurino, maquiagem e locações memoráveis, mas não me emocionou por não me ser dada uma boa história para acompanhar.

A trama é, para um filme, o que é o recheio para um bolo. Deve ter camadas e nuances para ser apreciada em etapas, atingindo-nos em pontos diversos de emoção. Todo o resto é uma bela cobertura, a linda embalagem de um presente apenas regular.

O excesso de brutalidade e todo o alarido dão ao filme, com censura de 18 anos, um registro acima do tom. Sei que na vida real, a selvageria deveria até ser muito pior, com todo aquele sangue, a lama e os excrementos, mas, com tanto incômodo, não vi os tão elogiados planos-sequência, o que me pareceu estranho já que eles logo me chamam a atenção em um filme, pois sei que dão muito trabalho para coreografar. Pena que não os percebi.

A produção de quase 90 milhões de dólares foi precedida de um gigantesco trabalho de pesquisa com especialistas na vida dos vikings para as coreografias das batalhas e reprodução do dia-a-dia daquelas comunidades violentíssimas, o que resultou num forte impacto visual pela perfeição da atmosfera opressora e aterrorizante. Mas essas são a cobertura caprichadíssima do bolo.

O elenco excelente (destaques para Willem Dafoe e Ethan Hawke) trabalha sobre arquétipos monolíticos e ninguém parece ter nuances. O talentoso Alexander Skarsgård interpreta o protagonista, filho da rainha Gudrun, personagem de Nicole Kidman. Tudo bem que naquela época as mulheres tinham filho muito cedo, mas a diferença de idade entre os atores é de apenas 9 anos e ambos já fizeram um casal na ótima série Big Little Lies da HBO.

Louvo o retorno ao cinema da cantora-atriz islandesa Bjork numa cena curta e marcante. Bjork fora premiada como melhor atriz do Festival de Cannes do ano 2000 pelo filme Dançando no Escuro, então seu primeiro papel no cinema, quando, tão traumatizada pela mão pesada do diretor Lars von Trier, declarou que jamais voltaria a fazer cinema na vida.

O filme tem como base a lenda dinamarquesa do príncipe Amleth que inspirou Shakespeare para construir seu atormentado Hamlet, personagem-herói símbolo da indecisão, imobilizado e emocionalmente castrado frente ao dilema de como lidar com o tio que lhe matou o pai, levando junto o trono da Dinamarca e sua querida mãe.

A vingança de Amleth é alimentada num mantra auto-hipnótico e repleto de decisão e ação, ao contrário do seu quase homônimo Hamlet. Aqui temos um filme com uma violência gráfica absurda que deseja vivamente o desconforto da plateia.

Mas a masculinidade que grita da tela chega a irritar de quase tóxica, com pouco ou nenhum espaço para a sutileza. A breve oferta de paz oferecida ao vingativo Amleth pela personagem de Anya Taylor-Joy (de A Bruxa e O Gambito da Rainha) sabe-se de cara que será recusada, pois frustraria toda a jornada do herói.

As mulheres são motores das mãos masculinas: a bruxa (Bjork) que indica o caminho da vingança, a mãe (Kidman) que aponta um atalho alternativo, e a amada (Anya) que oferece uma redenção. Mas o peito de Amleth só tem espaço para a violência 

Apesar de uma surpreendente insinuação de incesto por parte da mãe, isto não chega de fato a abalar o coração do nosso herói. As únicas emoções resultantes dessa possibilidade são o mesmo ódio de sempre e uma expressão  de espantado nojo, até àquela altura do filme uma novidade facial já que ele não sentia qualquer asco mesmo diante das crueldades mais vis.   

Aliás, uma vertente que o roteiro não ousa avançar, pecando na caracterização em camadas de um protagonista sem camadas, é que o assassinato do pai de uma criança e o roubo de uma mãe geraria, legitimamente, como cicatriz narcísica, também uma frustração edipiana. Mas isto não pareceu relevante para o diretor enfrentar. Daria nuances ao protagonista que precisava ser apenas uma máquina de matar.

E ao matar geral é como se berrasse: “Mamãe, olha minha testosterona!”

6.5.22

1.001 LIVROS PARA LER ANTES DE MORRER

Quem me dera ler 1/5 dos livros constantes nesta obra com 950 páginas, fotos e resenhas feitas por mais de cem críticos famosos sobre livros fundamentais da literatura mundial.

O número  1.001 não é à toa.  É o numero de noites que Sherazade  conta histórias para o sultão antes que ele a mate e que estão no livro As Mil e Uma Noites.

Li 153 livros do guia. Quase todos adaptados para cinema. Não acho que todos merecem estar lá e outros que deveriam não entraram, como A Ilíada e A Odisseia de Homero; Os Irmãos Karamazov de Dostoiévsky; Pedro Páramo, de Juan Rulfo; Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago; e Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos.


1-Dom Quixote - De Miguel de Cervantes 
2- O Vermelho e O Negro - De  Stendhal
3- Almas Mortas- De Nikolai Gogol.
4- O Poço e o Pêndulo- De Edgar Alan Poe 
5- O Morro dos Ventos Uivantes – De Emily Bronte


6-Mody Dick – De Herman Melville. .
7- Madame Bovary – De Gustave Flaubert 
8- Os Miseráveis – De Victor Hugo 
9- Memórias do Subsolo – De Fiódor Dostoiévsky.
10 - Crime e Castigo - De Fiódor Dostoiévsky. 

   

11-Alice no País das Maravilhas - De Lewis Carol 
12-Anna Karenina- De Liev Tolstói 
13-Retrato de Uma Senhora – De Henry James 
14-Memórias Póstumas de Brás Cubas – De Machado de Assis. 
15-As Aventuras de Huckleberry Finn – De Mark Twain.


16-Os Maias – De Eça de Queiroz 
17-O Cortiço- De Aloísio Azevedo. 
18-A Sonata a Kreutzer – De Liev Tolstoi. 
19-O Retrato de Dorian Gray – De Oscar Wilde 
20-Quincas Borba – De Machado de Assis.


21-Dom Casmurro – De Machado de Assis 
22-Os Sertões – De Euclides da Cunha. 
23-A Mãe – De Máximo Gorki.
24-Morte em Veneza – De Thomas Mann. 
25-Servidão Humana- De W. Somerset Maugham 


26-Triste Fim de Policarpo Quaresma – De Lima Barreto.
27-Sidarta  - De Herman Hesse.
28- Com o Diabo no Corpo – De Raymond Radiguet
29-O Processo – De Franz Kafka - 
30-O Grande Gatsby – De Scott Fitzgerald.


31-Mrs Dalloway – De Virginia Woolf 
32-O Assassinato de Roger Ackoyd – De Agatha Christie 
33-O Castelo – De Franz Kafka. 
34-O Lobo da Estepe – De Herman Hesse. 
35-O Amante de Lady Chatterley – De D. H. Lawrence 


36-Nada de Novo no Front – De Erich Maria Remarque
37-Reinações de Narizinho – De Monteiro Lobato.
38-Admirável Mundo Novo – De Aldous Huxley 
39-O Destino Bate à Sua Porta – De James M Cain 
40-Mas Não se Mata Cavalo? – De Horace  McCoy. 


41-Tenda dos Milagres – De Jorge Amado 
42-Capitães da Areia – De Jorge Amado 
43-O Hobbit – De J.R.R. Tolkien 
44-O Senhor dos Anéis - De J.R.R. Tolkien 
45-Vidas Secas – De Graciliano Ramos. 


46-O Estrangeiro- De Albert Camus. 
47-A Peste- De Albert Camus. 
48-Fogo Morto – De Jose Lins do Rego. 
49-A Revolução dos Bichos  - De George Orwell 
50-1984 - De George Orwell  


51-O Pequeno Príncipe – De Antoine de Saint-Exupéry.
52-Sagarana- De João Guimarães Rosa.
53-Grande Sertão Veredas - De Guimarães Rosa
54-Fim de Caso – De Graham Greene. 
55-O Apanhador no Campo de Centeio – De J. D. Salinger.


56-Memorias de Adriano – De Marguerite Yourcenar.
57-O Velho e o Mar – De Ernest Hemingway. 
58-O Senhor das Moscas – De William Goldwin. 
49-A Última Tentação de Cristo - De Nikos Kazantzakis 
60-Lolita – De Vladimir Nabokov. 


61-O Talentoso Ripley – De Patricia Highsmith. 
62-Ratos e Homens – De John Steinbeck. 
63-Giovanni – De James Baldwin- 
64-Pé na Estrada- De Jack Kerouac. 
65-O Sol é Para Todos - De Harper Lee


66-A Paixão Segundo G.H. - De Clarice Lispector.
67-A Hora da Estrela - De Clarice Lispector 
68-Ninguém Escreve ao Coronel- De Gabriel Garcia Márquez.
69-Cem Anos de Solidão - De Gabriel Garcia Márquez.
70-O Amor Nos Tempos do Cólera - De Gabriel Garcia Márquez.


71-O Outono do Patriarca – De Gabriel Garcia Márquez.
72-2001 Uma Odisseia no Espaço – De Arthur C. Clarke. 
73-O Poderoso Chefão  - De Mario Puzo. 
74-O Complexo de Portnoy – De Phillip Roth 
75- A Fazenda Africana- De Karen Blixen. 


76-Sargento Getúlio- De João Ubaldo Ribeiro
77-Viva o Povo Brasileiro – De João Ubaldo Ribeiro.
78-As Cidades Invisíveis - De  Ítalo Calvino.
79-Se Um Viajante Numa Noite de Inverno – De  Ítalo Calvino.
80-Lavoura Arcaica - De Raduan Nassar. 


81- O Caçador de Androides - De Philip K. Dick. 
82-Entrevista Com o Vampiro – De Anne Rice- 
83-O Iluminado – De Stephen King - 
84-O Guia do Mochileiro das Galáxias – De Douglas Adams. 
85-O Nome da Rosa - De Umberto Eco


86-Abril Despedaçado – De Ismail Kadaré. 
87-Os Filhos da Meia Noite - De Salman Rushdie
88-Vergonha - De Salman Rushdie.
89-Os Versos Satânicos – De Salman Rushdie.
90- Memorial do Convento – De Jose Saramago.


91-O Ano da  Morte de Ricardo Reis - De Jose Saramago.
92-História do Cerco de Lisboa - De Jose Saramago
93-O Evangelho Segundo Jesus Cristo – De Jose Saramago.
94-A Insustentável Leveza do Ser - De Milan  Kundera. 
95-O Amante – De Marguerite Duras.


96-O Conto da Aia – De Margaret Atwood .
97-Vulgo Grace – De Margaret Atwood 
98-A Trilogia de Nova Iorque – De Paul Auster.
99-A Pomba - De Patrick Süskind.
100-O Perfume - De Patrick Süskind 


101-A Fogueira das Vaidades – de Tom Wolfe 
102-Dália Negra – de James Ellroy 
103- A Guerra do Fim do Mundo- De Mário Vargas Llosa 
104-Antes Que Anoiteça – De Reinaldo Arenas. 
105-O Deus das Pequenas Coisas - De Arundhaty Roy.



106-A História Secreta- De Donna Tartt. 
107-Amor Para Sempre- De Ian McEwan. 
108 - Dois Irmãos – De Milton Hatoun 
109-Kafka à Beira Mar – De Haruki Murakami. 
110-Menino de Engenho  De José Lins do Rego


111-A Casa Soturna - De Charles Dickens
112-Fundação - De Isaac Asimov 
113-Eu, Robô- De Isaac Asimov 
114-Crônica da Casa Assassinada- De Lúcio Cardoso
115-A Morte de Ivan Ilitch - De Liev Tólstoi



116-A Abadia de Northanger - De Jane Austen
117-Mansfield Park - De Jane Austen
118-O Médico e o Monstro - De Robert Louis Stevenson
119-Dácula - De Bram Stoker
120-Frankenstein - De Mary Shelley


121-Matadouro 5 - De Kurt Vonnegut
122-O Livro do Desassossego - De Fernando Pessoa
123-A Montanha Mágica - De Thomas Mann
124-A Casa dos Espíritos - De Isabel Allende
125-Rumo ao Farol - De Virginia Woolf

  


126-Nas Montanhas da Loucura
- De H.P.Lovecraft
127-O Deserto dos Tártaros - De Dino Buzzati
128-O Chamado Selvagem - De Jack London
129-O Crime do Padre Amaro- De Eça de Queiroz
130-Pais e Filhos - De Ivan Turguêviev




131-Orgulho e Preconceito
- De Jane Austen
132-Razão e Sensibilidade - De Jane Austen
133-Macunaíma- De Mário de Andrade
134-A Redoma de Vidro - De Silvia Plath
135-O Cão dos Baskeville - De Artur Conan Doyle
136-As Aventuras de Sherlock Holmes - De Artur Conan Doyle


137-A Cor Púrpura - De Alice Walker
138-As Brasas - De Sándor Márai
139- Judas, O Obscuro - De Thomas Hardy
140- Moll Flanders - De Daniel Defoe
141- O Conde de Monte Cristo - De Alexandre Dumas





142 - Complô Contra a América – De Phillip Roth

143- A Marca Humana - De Phillip Roth

144 - O Teatro de Sabbath - De Phillip Roth

145-A Cartuxa de Parma - De Stendhal

146-Persuasão – De Jane Austen

147-O Leopardo- Giuseppe Tomasi di Lampedusa



148 - Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola, de Maya Angelou
149 - Jane Eyre, de Charlotte Bronte
150 - As Vinhas da Ira, de Jonh Steinbeck
151 - Os Três Mosqueiros, de Alexandre Dumas
152 - O Coração das Trevas, de Joseph Conrad
153 - Ópera dos Mortos, de Autran Dourado