31.5.22

ÚLTIMAS LEITURAS

 

LIVROS LIDOS DE JANEIRO A MAIO DE 2022

Há 4 anos publico uma breve resenha dos livros lidos no ano. Para alguns deles, quando me animo, dedico resenhas maiores. Nos últimos quatro anos, minha média anual de leituras está em 56 livros. Foram 40 em 2018; 68 em 2019; 61 em 2020; e 55 em 2021.

Divido as postagens sempre em três blocos Aqui estão os 21 livros que li de Janeiro a Maio deste ano. Foram 8 em papel e 13 em e-book, hábito que pensei que jamais fosse me acostumar de tanto que adoro os livros físicos, mas a praticidade do digital me fez capitular.

1-O COLAR DA RAINHA – Primeiro livro que li de Alexandre Dumas. Uma intrincada história cheia de reviravoltas sobre uma ambiciosa criada da rainha francesa Maria Antonieta, fisicamente muito parecida com a patroa, que aproveita disso para participar de uma trama para minar a já fragilizada reputação da realeza. O livro é um romance histórico que trata das excentricidades da alta nobreza francesa e do declínio da monarquia naquele país mesclando história e ficção numa trama deliciosa e breve.



2 e 3- OS CAÇADORES DE DUNA e OS VERMES DE AREIA DE DUNA- Após os seis primeiros e excelentes livros da saga original de Duna, o filho do autor, Brian Herbert, escreveu novas histórias. Esses dois novos livros deram sequência à série. Aqui, núcleos separados irão se encontrar no último livro num final apoteótico, mas um tanto anticlimático. São muitos personagens que vamos reencontrar e também novos, muitas tramas impossíveis de acompanhar para quem não leu ao menos o último livro da hexalogia original. Foram publicados também livros cujas narrativas cronologicamente antecedem a saga original: desses eu já havia lido A Casa Atreides e A Casa Harkonnen, faltando o terceiro volume, A Casa Corrino.

4-O OUTONO DA IDADE MÉDIA- Publicado em 1919, este livro é considerado um dos mais importantes já escritos sobre a Idade Média. Escrito pelo historiador holandês Johan Huizinga, tem mais de 550 páginas com um texto deliciosamente fluido, apesar de tratar de um tema aparentemente complexo que é o período final da Idade Média, o autor, sabiamente, utilizou métodos e fontes que não eram usuais na época, aproximando-se do que tempos depois seria batizado de História das Mentalidades.  Aqui, a vida medieval é retratada cultura e artisticamente com seus profundos aspectos religiosos e políticos além dos seus modos cotidianos de lidar com a felicidade, os lutos, as guerras, os medos e os afetos. Já escrevi uma resenha completa sobre ele no blog.

5-O CREPÚSCULO E A AURORA- Este livro do autor britânico Ken Follett é o quarto volume da história que começa no monumental Os Pilares da Terra, continua com Mundo Sem Fim e segue com Coluna de Fogo, na chamada Saga Kingsbridge. Se nos três livros anteriores a história acontecia numa sequência temporal, aqui os fatos acontecem cronologicamente antes dos demais, perto do ano 1.000 na Inglaterra, com ataques de vikings e tramas que seguem o mesmo ritmo dos outros livros com personagens carismáticos sofrendo, enfrentando nobres poderosos, religiosos inescrupulosos e tramas cheias de traição e um tanto de final feliz. Vale muito a leitura das quatro obras, pois o autor é mestre nas reconstituições históricas.

6-ASCENSÃOEste foi o 36º livro de Stephen King que li (abaixo, os outros três que completam os 38 dele que li). Uma história que lembra a do seu livro A Maldição do Cigano. Aqui temos um homem que de repente começa a perder muito peso, mas sem alterar sua aparência. Um livro curto (apenas 144 páginas) para os padrões verborrágicos do autor e não se trata de um livro de terror como alguns dos mais conhecidos de King. Quem dera o autor conseguisse ser objetivo e retirar tanta gordura desnecessária de outros filmes como fez nesse ótimo livro Ascensão.

7-LOVE A HISTÓRIA DE LISEY Aqui King nos empurra 680 desnecessárias páginas (podia ter cortado metade) de uma história de amor entremeada de um tipo de viagem por psicotrópico. Temos aqui um escritor dominado pelos seus demônios e cujo amor da esposa é um tipo de salvação. Após ler o livro, assisti à série da Apple TV com Julianne Moore e Clive Owen com cenas violentíssimas e chega a ser mais “doida” do que o livro. Os vilões, o psicopata Dooley e o fantasmagórico Rapaz Espichado não são assustadores ou carismáticos suficientes para carregar o antagonismo da história. Lembrando tantos personagens assustadores já criados por King, o mestre aqui ficou devendo. Dois vilões que não valem meio.

 

8-SACO DE OSSOS O pior livro de Stephen King que já li, com suas infinitas 568 páginas, que mereciam uma machadada ao meio. Vi o filme homônimo e achei tão fraco quanto, com a vantagem de ter eliminado a gordura desnecessária. Outro livro sobre um escritor que aqui sofre de bloqueio criativo após a morte da esposa. Ainda em luto, ele resolve voltar à casa de veraneio à beira de um lago para se inspirar (no filme ele segue para a casa do lago pouco tempo após a morte da mulher, mas no livro King o arrasta por mais de cem páginas até decidir leva-lo à tal casa) onde ele vai se envolver numa história de custódia de criança e atormentados fantasmas do passado. 

 

9-STEPHEN KING VAI AO CINEMA- Livro que reúne cinco contos já publicados em outros livros de King com comentários novos do autor sobre cada conto e suas adaptações cinematográficas. Dos cinco contos eu já havia lido dois (Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank e As Crianças do Milharal) então valeu muito a leitura dos outros três (1408; A Máquina de Passar Roupas e Low Men in Yellow Coats), o último deles ainda não publicado no Brasil já que pertence ao livro Hearts in Atlantis e que traz personagens do multiverso de King com muitas referências à excelente série A Torre Negra. Recomendo muito aos fãs do autor.

10- FRANKENSTEIN – De tanto que essa história está presente no nosso imaginário, fico até surpreso de somente este ano, aos 58, eu ter lido esse clássico da inglesa Mary Shelley. Com o subtítulo de O Prometeu Moderno, conta a conhecida história do médico de Victor Frankenstein que conseguiu dar vida a um ser morto e assustador. A partir do “nascimento” então, criador e criatura vivem num jogo de perseguição repleto de horror. É o primeiro livro de ficção científica da literatura mundial a se tornar um clássico do terror e é importante lembrar que se trata de uma obra escrita por uma mulher, e no começo dos anos 1800, o que não é pouca coisa.

11-AS SOMBRAS DO MAL - AS FITAS DE BLACKWOOD-  Primeiro livro que li da dupla Guillermo del Toro e Chuck Hogan, apesar de já ter comprado há tempos e ainda não ter lido seus três primeiros livros: Noturno, A Queda e Noite Eterna. Aqui temos o trabalho conjunto de uma agente do FBI com o enigmático Hugo Blackwoood. A agente testemunha um crime brutal e inexplicável e começa a questionar sua própria sanidade. Ela encontra fitas antigas que a levarão até um fascinante homem que é a chave para desvendar o que aconteceu com o seu parceiro e ainda defender a humanidade de uma ameaça sem rosto: os incorpóreos, espíritos que se alimentam de emoções e que só buscam o êxtase da morte e do caos. Excelente.

12-A CASA SOTURNA- De Charles Dickens. Foi o primeiro livro de Dickens que li e escrevi no blog uma resenha inteira. Em suas 800 páginas, o autor discorre sobre temas sempre presentes nos seus livros, como o sofrimento das crianças pobres nas ruas inglesas. Infelizmente o livro, que estava esgotado há anos, foi relançado com graves problemas na tradução e erros de revisão. Descuido pela tradução de termos de uso lusitano no lugar de brasileiros, como “quinta”, para terreno; “miúdo”, para criança; “gira”, para maluco e “algibeira”, para bolso. Dickens tece críticas ácidas ao Judiciário por meio do motor da história: um processo que se arrasta por gerações sem jamais chegar perto de uma solução.

13-MANSFIELD PARK– Segundo livro que li da inglesa Jane Austen (após A Abadia de Nothanger) Com 608 páginas, acompanhamos a inesperada heroína Fanny Price, que não é uma protagonista óbvia já que não é vigorosa, aventureira ou audaz mas sim uma moça frágil, insegura tímida que deixa a casa dos pais pobres para morar com os tios ricos onde convive com parentes muito diferentes e complicados. Este é o romance da maturidade de Jane Austen e contido em comparação aos seus livros anteriores Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade (que ainda não li). A excelente edição da ‎ Penguin-Companhia das Letras traz ainda textos adicionais de análises de críticos e notas explicativas sobre a obra, a autora e o contexto histórico.


14, 15 e 16-FUNDAÇÃO, FUNDAÇÃO E IMPÉRIO e SEGUNDA FUNDAÇÃO – Escrevi no blog uma resenha completa sobre esses três livros de Isaac Asimov, de quem só havia lido dois livros (Eu Robô e O Homem Bicentenário). Há mais quatro livros que completam a saga mas ainda não os li. Confesso a minha decepção com a leitura pois a saga carece de fôlego narrativo, pois no fundo são contos encadeados para virarem livros, e nem são livros grandes. Nenhum dos três tem mais de 230 páginas cada, com personagens importantes desaparecendo em pouco tempo com os saltos temporais. A primeira temporada da série da Apple TV, adaptação da saga tem inegável riqueza da superprodução mas não segue fielmente a trama dos livros, sendo uma história dos vácuos deixados pelos originais. Achei até melhor do que o original, o que é raro de acontecer.

 

17-O LIVRO DO DESASSOSSEGO O livro considerado a obra máxima de Fernando Pessoa. Assinado pelo semi-heterônimo Bernardo Soares. Um livro clássico para ser lido, relido com calma, como verdadeira obra de consulta e referência. Uma obra existencialista, repleta de reflexões e questões filosóficas que merecem ser degustadas com paciência e sem pressa pelos leitores. O meu exemplar praticamente não tinha mais espaço para marcações. É tudo perfeito. Não sei como alguém pode ser tão genial como Fernando Pessoa na literatura. Tudo é perfeito. Ainda irei reler o livro muitas vezes, eu sei.

18-SANGUE NA NEVE Há mais de um ano não lia outro livro de um dos meus escritores favoritos, o autor norueguês Jo Nesbo, de quem já havia devorado nove obras. Neste romance não temos o protagonista de vários dos livros do autor, o atormentado policial Harry Hole, mas, temos outro atormentado, Olav, cujo único talento é matar. Mas, apesar de ser um exímio matador de aluguel, Olav tem uma natureza sensível e seu último trabalho será matar a esposa do chefão das drogas de Oslo que estaria traindo o marido. Com elementos noir, Olav se apaixona pela mulher do chefe e decide que pela primeira vez não vai cumprir um trabalho, erro que lhe cobrará um preço emocional e psicologicamente altíssimo. Nesbo sempre afiado como uma navalha.

19-SERIAL KILLERS - ANATOMIA DO MAL- Livro de 480 páginas do estudioso Harold Schrechter, anunciado como: “O dossiê definitivo sobre assassinos em série”, tem uma edição em capa dura ilustrada da editora Dark Side. Infelizmente, a versão digital que li não corresponde exatamente ao original devido aos erros de tradução e falhas primárias como traduzir o grupo The Police como “Polícia” ou a canção Psycho-Killer do Talking Heads como Psico-assassino. Apesar disso, é uma leitura interessante que relaciona psicopatas em série da história que inspiraram filmes, livros e canções como Norman Bates (Psicose), Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes), Jack, o Estripador e inúmeros outros com estatísticas intrigantes: 76% dos serial-killers são dos EUA onde 84% são brancos, 90% são homens e 65% das vítimas são mulheres.

 

20-ELIZABETH I- UMA BIOGRAFIA-Escrito pela jornalista inglesa Lisa Hilton e com 416 páginas é anunciado como um retrato definitivo da Rainha Virgem. Filha de Henrique VIII e Ana Bolena, Elizabeth reinou por 45 anos e foi considerada uma das maiores governante da história da Inglaterra. O livro mostra que o país sob seu comando se tornou a grande potência política, econômica e cultural do Ocidente e recria não apenas o cenário da era elizabetana, mas a complexidade da personalidade da rainha que a vida toda lutou contra os fantasmas da decapitação da mãe por ordem do pai, a permanente suspeita de bastardia e o "fantasma" de Maria Stuart, prima e rainha que mandou decapitar.

21-GUIA DE LEITURA: 100 AUTORES QUE VOCE PRECISA LER- Coleção de breves resenhas de diversos autores, sob a organização de Léa Messina, guia que apresenta, de modo sucinto, cem escritores que se destacam no ramo da ficção e que, através dos séculos, deixaram sua marca na imaginação humana. Traz ensaios de críticos literários, jornalistas, escritores e professores apaixonados pela leitura. A lista tem autores de todo o mundo, atuais e da antiguidade. Valioso como obra de referência. Dos 100 listados, já havia lido mais da metade, outros estavam esperando na minha estante para serem lidos. Agora, tenho como meta, incluir na minha lista de leituras obras de outros autores deste guia. Alguns deles, confesso, ainda não conhecia.


19.5.22

O HOMEM DO NORTE

              ou: Mamãe, olha minha testosterona!

Quase sempre, quando se quer elogiar um filme com a frase: “A fotografia é belíssima”, isso indica que aquele atributo sobrepõe outras qualidades da obra. A bela fotografia deve ser um plus e não o cartão de visitas de um filme.

O Homem do Norte, dirigido por Robert Eggers (A Bruxa e O Farol) tem fotografia, iluminação, figurino, maquiagem e locações memoráveis, mas não me emocionou por não me ser dada uma boa história para acompanhar.

A trama é, para um filme, o que é o recheio para um bolo. Deve ter camadas e nuances para ser apreciada em etapas, atingindo-nos em pontos diversos de emoção. Todo o resto é uma bela cobertura, a linda embalagem de um presente apenas regular.

O excesso de brutalidade e todo o alarido dão ao filme, com censura de 18 anos, um registro acima do tom. Sei que na vida real, a selvageria deveria até ser muito pior, com todo aquele sangue, a lama e os excrementos, mas, com tanto incômodo, não vi os tão elogiados planos-sequência, o que me pareceu estranho já que eles logo me chamam a atenção em um filme, pois sei que dão muito trabalho para coreografar. Pena que não os percebi.

A produção de quase 90 milhões de dólares foi precedida de um gigantesco trabalho de pesquisa com especialistas na vida dos vikings para as coreografias das batalhas e reprodução do dia-a-dia daquelas comunidades violentíssimas, o que resultou num forte impacto visual pela perfeição da atmosfera opressora e aterrorizante. Mas essas são a cobertura caprichadíssima do bolo.

O elenco excelente (destaques para Willem Dafoe e Ethan Hawke) trabalha sobre arquétipos monolíticos e ninguém parece ter nuances. O talentoso Alexander Skarsgård interpreta o protagonista, filho da rainha Gudrun, personagem de Nicole Kidman. Tudo bem que naquela época as mulheres tinham filho muito cedo, mas a diferença de idade entre os atores é de apenas 9 anos e ambos já fizeram um casal na ótima série Big Little Lies da HBO.

Louvo o retorno ao cinema da cantora-atriz islandesa Bjork numa cena curta e marcante. Bjork fora premiada como melhor atriz do Festival de Cannes do ano 2000 pelo filme Dançando no Escuro, então seu primeiro papel no cinema, quando, tão traumatizada pela mão pesada do diretor Lars von Trier, declarou que jamais voltaria a fazer cinema na vida.

O filme tem como base a lenda dinamarquesa do príncipe Amleth que inspirou Shakespeare para construir seu atormentado Hamlet, personagem-herói símbolo da indecisão, imobilizado e emocionalmente castrado frente ao dilema de como lidar com o tio que lhe matou o pai, levando junto o trono da Dinamarca e sua querida mãe.

A vingança de Amleth é alimentada num mantra auto-hipnótico e repleto de decisão e ação, ao contrário do seu quase homônimo Hamlet. Aqui temos um filme com uma violência gráfica absurda que deseja vivamente o desconforto da plateia.

Mas a masculinidade que grita da tela chega a irritar de quase tóxica, com pouco ou nenhum espaço para a sutileza. A breve oferta de paz oferecida ao vingativo Amleth pela personagem de Anya Taylor-Joy (de A Bruxa e O Gambito da Rainha) sabe-se de cara que será recusada, pois frustraria toda a jornada do herói.

As mulheres são motores das mãos masculinas: a bruxa (Bjork) que indica o caminho da vingança, a mãe (Kidman) que aponta um atalho alternativo, e a amada (Anya) que oferece uma redenção. Mas o peito de Amleth só tem espaço para a violência 

Apesar de uma surpreendente insinuação de incesto por parte da mãe, isto não chega de fato a abalar o coração do nosso herói. As únicas emoções resultantes dessa possibilidade são o mesmo ódio de sempre e uma expressão  de espantado nojo, até àquela altura do filme uma novidade facial já que ele não sentia qualquer asco mesmo diante das crueldades mais vis.   

Aliás, uma vertente que o roteiro não ousa avançar, pecando na caracterização em camadas de um protagonista sem camadas, é que o assassinato do pai de uma criança e o roubo de uma mãe geraria, legitimamente, como cicatriz narcísica, também uma frustração edipiana. Mas isto não pareceu relevante para o diretor enfrentar. Daria nuances ao protagonista que precisava ser apenas uma máquina de matar.

E ao matar geral é como se berrasse: “Mamãe, olha minha testosterona!”

6.5.22

1.001 LIVROS PARA LER ANTES DE MORRER

Quem me dera ler 1/5 dos livros constantes nesta obra com 950 páginas, fotos e resenhas feitas por mais de cem críticos famosos sobre livros fundamentais da literatura mundial.

O número  1.001 não é à toa.  É o numero de noites que Sherazade  conta histórias para o sultão antes que ele a mate e que estão no livro As Mil e Uma Noites.

Li 123 livros do guia. Quase todos adaptados para cinema. Não acho que todos merecem estar lá e outros que deveriam não entraram, como A Ilíada e A Odisseia de Homero; Os Irmãos Karamazov de Dostoiévsky; Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago; e Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos.

1-Dom Quixote - De Miguel de Cervantes – O romance mais famoso sobre cavalaria teve várias adaptações para o cinema, a última de Terry Gilliam.
2- O Vermelho e O Negro - De  Stendhal. Adaptada para o cinema.
3- Almas Mortas- De Nikolai Gogol.
4- O Poço e o Pêndulo- De Edgar Alan Poe - Adaptado para as telas.
5- O Morro dos Ventos Uivantes – De Emily Bronte - Já teve dez adaptações para o cinema, uma com Laurence Olivier e outra com Ralph Fiennes.
6-Mody Dick – De Herman Melville. Com adaptação para o cinema, a mais famosa com Gregory Peck no papel do atormentado capitão Ahab.
7- Madame Bovary – De Gustave Flaubert também já virou mais de um filme.
8- Os Miseráveis – De Victor Hugo já foi musical e filme de sucesso.
9- Memórias do Subsolo – De Fiódor Dostoiévsky.
10 - Crime e Castigo - De Fiódor Dostoiévsky. Adaptada várias vezes como por Woody Allen com Match Point e Heitor Dhalia com Nina.
11-Alice no País das Maravilhas - De Lewis Carol e filmes de Tim Burton.
12-Anna Karenina- De Liev Tolstói teve 5 adaptações para o cinema com Greta Garbo, Vivien Leigh,  Sophie Marceau e outras no papel da heroína trágica.
13-Retrato de Uma Senhora – De Henry James filmado por Jane Campion.
14-Memórias Póstumas de Brás Cubas – De Machado de Assis. 
15-As Aventuras de Huckleberry Finn – De Mark Twain filmado com Elijah Wood novinho.
16-Os Maias – De Eça de Queiroz já virou minissérie pela Globo.
17-O Cortiço- De Aloísio Azevedo. Filme de 1978 com Betty Faria.
18-A Sonata a Kreutzer – De Liev Tolstoi. Tem também filme em 2010
19-O Retrato de Dorian Gray – De Oscar Wilde já teve pelo menos três adaptações para o cinema.
20-Quincas Borba – De Machado de Assis já foi ao cinema com Laura Cardoso.
21-Dom Casmurro – De Machado de Assis com duas adaptações para as telas.
22-Os Sertões – De Euclides da Cunha. Filme e peça do Teatro Oficina. 
23-A Mãe – De Máximo Gorki.
24-Morte em Veneza – De Thomas Mann. Filme de Luchino Visconti.
25-Servidão Humana- De W. Somerset Maugham teve um filme de 1964.
26-Triste Fim de Policarpo Quaresma – De Lima Barreto.
27-Sidarta  - De Herman Hesse.
28- Com o Diabo no Corpo – De Raymond Radiguet - Filme de Marco Bellocchio.
29-O Processo – De Franz Kafka- Há dois filmes famosos de Orson Welles e David Jones.
30-O Grande Gatsby – De Scott Fitzgerald e filmes com Robert Redford e Leonardo DiCaprio.
31-Mrs Dalloway – De Virginia Woolf foi para as telas com Vanessa Redgrave.
32-O Assassinato de Roger Ackoyd – De Agatha Christie também virou filme.
33-O Castelo – De Franz Kafka. O diretor Michael Haneke adaptou para o cinema.
34-O Lobo da Estepe – De Herman Hesse. Com Max von Sydow no cinema.
35-O Amante de Lady Chatterley – De D. H. Lawrence já virou ao menos dois filmes.
36-Nada de Novo no Front – De Erich Maria RemarqueFilme em1930.
37-Reinações de Narizinho – De Monteiro Lobato.
38-Admirável Mundo Novo – De Aldous Huxley já foi para as telas também.
39-O Destino Bate à Sua Porta – De James M Cain virou 3 filmes. Em 1946 (com Lana Turner) e 1981 (com Jessica Lange). Há uma versão em italiano "Ossessione" dirigida por Luchino Visconti.
40-Mas Não se Mata Cavalo? – De Horace  McCoy. Virou A Noite dos Desesperados.
41-Tenda dos Milagres – De Jorge Amado virou filme e série.
42-Capitães da Areia – De Jorge Amado também virou filme e série .
43-O Hobbit – De J.R.R. Tolkien virou série de filmes famosa.
44-O Senhor dos Anéis - De J.R.R. Tolkien virou trilogia premiada.
45-Vidas Secas – De Graciliano Ramos. Filme de Nelson Pereira dos Santos.
46-O Estrangeiro- De Albert Camus. Filme de Luchino Visconti com Marcello Mastroiani.
47-A Peste- De Albert Camus. Virou filme com William Hurt e Raul Julia.
48-Fogo Morto – De Jose Lins do Rego. Filme de Marcos Farias
49-A Revolução dos Bichos  - De George Orwell já teve adaptação para o cinema.
50-1984 - De George Orwell – Duas vezes adaptado para o cinema. 
51-O Pequeno Príncipe – De Antoine de Saint-Exupéry. Adaptações para o cinema.
52-Sagarana- De João Guimarães Rosa.
53-Grande Sertão Veredas - De Guimarães Rosa- Série com Bruna Lombardi.
54-Fim de Caso – De Graham Greene. Filme dirigido por Neil Jordan
55-O Apanhador no Campo de Centeio – De J. D. Salinger.
56-Memorias de Adriano – De Marguerite Yourcenar.
57-O Velho e o Mar – De Ernest Hemingway. Filme com Spencer Tracy.
58-O Senhor das Moscas – De William Goldwin. Duas adaptações para o cinema.
49-A Última Tentação de Cristo - De Nikos Kazantzakis – Filme de Martin Scorsese.
60-Lolita – De Vladimir Nabokov. Dois filmes de Stanley Kubrick e Adrian Lyne.
61-O Talentoso Ripley – De Patricia Highsmith. Série de filmes além de O Sol Por Testemunha.
62-Ratos e Homens – De John Steinbeck. Filme com John Malkovich.
63-Giovanni – De James Baldwin- Adaptada para o teatro. Assisti nos anos 80. 
64-Pé na Estrada- De Jack Kerouac. Filme de Walter Salles.
65-O Sol é Para Todos - De Harper Lee. Filmaço com Gregory Peck
66-A Paixão Segundo G.H. - De Clarice Lispector.
67-A Hora da Estrela - De Clarice Lispector adaptado para o cinema por Suzana Amaral.
68-Ninguém Escreve ao Coronel- De Gabriel Garcia Márquez.
69-Cem Anos de Solidão - De Gabriel Garcia Márquez.
70-O Amor Nos Tempos do Cólera - De Gabriel Garcia Márquez.
71-O Outono do Patriarca – De Gabriel Garcia Márquez.
72-2001 Uma Odisseia no Espaço – De Arthur C. Clarke. Filme de Stanley Kubrick.
73-O Poderoso Chefão  - De Mario Puzo. 3 filmes de Francis Ford Coppola.
74-O Complexo de Portnoy – De Phillip Roth adaptado para o cinema.
75- A Fazenda Africana- De Karen Blixen. Filme Entre Dois Amores.
76-Sargento Getúlio- De João Ubaldo Ribeiro- Filme com Lima Duarte.
77-Viva o Povo Brasileiro – De João Ubaldo Ribeiro.
78-As Cidades Invisíveis - De  Ítalo Calvino.
79-Se Um Viajante Numa Noite de Inverno – De  Ítalo Calvino.
80-Lavoura Arcaica - De Raduan Nassar. Filme de Luiz Fernando Carvalho.
81- O Caçador de Androides - De Philip K. Dick. Filme de Ridley Scott.
82-Entrevista Com o Vampiro – De Anne Rice- Filme com Tom Cruise.
83-O Iluminado – De Stephen King - Filme de Stanley Kubrick.
84-O Guia do Mochileiro das Galáxias – De Douglas Adams. Série de 5 livros e filme.
85-O Nome da Rosa - De Umberto Eco. Filme de Jean-Jacques Annaud.
86-Abril Despedaçado – De Ismail Kadare. Filme do brasileiro Walter Salles.
87-Os Filhos da Meia Noite - De Salman Rushdie –Filme de Deepa Mehta.
88-Vergonha - De Salman Rushdie.
89-Os Versos Satânicos – De Salman Rushdie.
90- Memorial do Convento – De Jose Saramago.
91-O Ano da  Morte de Ricardo Reis - De Jose Saramago.
92-História do Cerco de Lisboa - De Jose Saramago
93-O Evangelho Segundo Jesus Cristo – De Jose Saramago.
94-A Insustentável Leveza do Ser - De Milan  Kundera. Filme famoso
95-O Amante – De Marguerite Duras.
96-O Conto da Aia – De Margaret Atwood e minisérie.
97-Vulgo Grace – De Margaret Atwood também minissérie.
98-A Trilogia de Nova Iorque – De Paul Auster.
99-A Pomba - De Patrick Süskind.
100-O Perfume - De Patrick Süskind adaptado para o cinema.
101-A Fogueira das Vaidades – de Tom Wolfe e filme de Brian de Palma.
102-Dália Negra – de James Ellroy filme Brian de Palma também.
103- A Guerra do Fim do Mundo- De Mário Vargas Llosa sobre a Guerra de Canudos
104-Antes Que Anoiteça – De Reinaldo Arenas. Filme com Javier Barden.
105-O Deus das Pequenas Coisas - De Arundhaty Roy.


106-A História Secreta- De Donna Tartt. O Pintassilgo é melhor.
107-Amor Para Sempre- De Ian McEwan. Enclausurado é melhor.
108 - Dois Irmãos – De Milton Hatoun e minissérie da  Globo.
109-Kafka à Beira Mar – De Haruki Murakami. Livro chatíssimo.
110-Menino de Engenho  De José Lins do RegoFilme de Walter Lima Jr.


111-A Casa Soturna - De Charles Dickens
112-Fundação - De Isaac Asimov
113-Eu, Robô- De Isaac Asimov
114-Crônica da Casa Assassinada- De Lúcio Cardoso
115-A Morte de Ivan Ilitch - De Liev Tólstoi


116-A Abadia de Northanger - De Jane Austen
117-Mansfield Park - De Jane Austen
118-O Médico e o Monstro - De Robert Louis Stevenson
119-Dácula - De Bram Stoker
120-Frankenstein - De Mary Shelley



121-Matadouro 5 - De Kurt Vonnegut
122-O Livro do Desassossego - De Fernando Pessoa
123-A Montanha Mágica - De Thomas Mann