Dando continuidade à divulgação da lista dos livros lidos no ano, o que faço há 8 anos seguidos, publico breves resenhas das histórias com divisão das postagens em três blocos a cada ano.
Aqui estão os 25 lidos de Junho a Setembro
deste ano. De Janeiro a Maio haviam sido 20 como já publicado aqui totalizando neste ano 45 livros.
De Junho a Setembro foram livros de 23 autores homens e de 3 autoras mulheres; 4 livros brasileiros e 21 estrangeiros; 12 livros físicos e 13 digitais.
Eis a lista abaixo:
1-O CASAMENTO DA EMPREGADA –
De Freida McFadden. Depois de ler os três livros anteriores da autora sobre sua
anti-heroína Millie, esse conto de 95 páginas me acendeu a curiosidade para
saber a história do que aconteceu com ela no intervalo entre O Segredo da
Empregada e A Empregada Está de Olho, segundo e terceiro livros da série, mas esta publicação não passa de um caça-níqueis sem nenhum mistério digno e o plot twist é
fraquíssimo. Não sei se lerei novos livros da autora, que parece uma fábrica de
escrever, tamanha a quantidade de títulos seus na livrarias.
2- O SEGREDO FINAL – De Dan
Brown. Esse é o mais recente livro do autor tendo como personagem principal o
simbologista Robert Langdon. Dessa série, li outros quatro: Anjos e Demônios, O Código Da
Vinci, Inferno e Origem, mas como o autor usa
uma fórmula para escrever suas histórias, mesmo sendo bastante eficientes e
envolventes, não sei se vou continuar lendo novos livros dele. Aqui o autor nos
leva a Praga com deliciosos detalhes da sua arquitetura e história com o
professor Langdon novamente envolvido com uma mulher e em meio a perigosos
cientistas e criminosos. Uma correria sem fim com mortes sem parar que é como
acontece em todas as suas obras.
3-QUO VADIS – ROMANCE DO
TEMPO DE NERO – De Henryk Sienkiewicz. Primeiro livro que li do autor polonês
premiado com o Nobel de Literatura em 1905. Adaptado com sucesso para o cinema,
conta uma história de amor impossível entre o jovem patrício Vinício e Lígia,
uma refém cristã filha de um rei suevo.
Vinício é sobrinho de Petrônio, um dos favoritos de Nero e autor do
famoso livro Satiricom. Quo Vadis narra os eventos mais importantes da época de
Nero, inclusive o célebre incêndio que destruiu Roma e o massacre dos cristãos,
incluindo os apóstolos Pedro e Paulo, personagens da obra, que ainda brinda o leitor
com breve biografia dos personagens e glossário de termos históricos.
4-CASEI COM UM COMUNISTA –
De Philip Roth. Sexto livro que li do autor e que sempre me surpreende com sua
leitura potente. Aqui estamos em plena época do macarthismo nos EUA, quando o país passou por repressões e perseguições políticas aos
artistas e pessoas comuns consideradas comunistas. O livro é narrado por Nathan
Zuckerman, espécie de alter ego do autor presente em outras das suas obras.
Aqui, ele conta a história do seu amigo Ira, militante comunista e astro
do rádio, que se casa com uma atriz decadente completamente dominada pela
insuportável filha Sylphid, uma das personagens mais desagradáveis sobre quem
que já li. O conflito entre mãe e filha
gera a separação do casal e uma maré de vingança que deixará marcas terríveis
não bastassem as já péssimas condições nos tempos de caça aos comunistas.
5-O BECO DO PILÃO – De
Naguib Mahfuz. O segundo livro que li de um autor egípcio e aqui do ganhador do
primeiro prêmio Nobel para um autor do Egito em 1988. O livro foi adaptado para
o cinema como O Beco dos Milagres e transpõe a narrativa para um beco do Cairo
para a Cidade do México, tendo Salma Hayek no papel principal. A história se
passa durante a Segunda Guerra Mundial num bairro pobre em que pequenas
tragédias e aspirações banais dão um panorama da vida de pessoas simples com
paixões, fantasias, homossexualidade, religiosidade, prostituição e
criminalidade. Uma obra excelente.
6-ANGÚSTIA – De Graciliano
Ramos. Após Vidas Secas, São Bernardo e Memórias do Cárcere este foi o quarto
livro que li do autor após um intervalo de décadas sem ler nada dele, o que é
praticamente um crime, pois se trata de um dos maiores autores da literatura
brasileira e dono de uma escrita única. A história de Luís da Silva, um homem
pobre, funcionário público e que vive em uma pensão vagabunda em Maceió. Por
meio de flashbacks o narrador nos transporta, por meio de um magnífico fluxo de
consciência, para dentro da sua mente conflituosa, com mistura de fatos atuais e
memórias da infância envolvendo uma estranha obsessão do narrador pela sua
vizinha Marina. Um livro complexo e impossível de esquecer e uma das melhores leituras do ano.
7-QUEM MATOU MEU PAI – De
Édouard Louis. Segundo livro que li do autor após O Fim de Eddy. Uma narrativa
crítica baseada nas memórias de um filho que viveu sob o estigma da crítica
social e familiar à sua homossexualidade, com as dificuldades da relação entre
pai e filho e a pobreza. Em um trecho
ele quase perdoa as violências sofridas nas mãos do pai: “Quando você bebia
demais, baixava os olhos e dizia que me amava, que não entendia por que no
resto do tempo era tão violento. Chorava confessando que não sabia como
interpretar essas forças que o atravessavam, que o faziam dizer coisas das
quais se arrependia no minuto seguinte. Você era tão vítima da violência que
exercia como daquela que sofria”
8-DIÁRIO QUASE SECRETO DE UM
GAROTO DE PROGRAMA – De Hiago Waldeck.
Fiquei bem impressionado com a história do jovem brasileiro que se envolveu com
a prostituição por falta de oportunidades após ter sido expulso de casa devido
à sua homossexualidade. Originado de uma família muito pobre e desajustada, ele conta com muita sinceridade e até
humor os problemas enfrentados como garoto de programa. O livro
não esconde nada e é honesto ao relatar os perrengues e as aventuras.
O autor, há muitos anos teve alguma repercussão quando escrevia suas histórias num
blog, quando os blogs estavam no auge. A leitura, na época, foi
uma das inspirações para que eu publicasse o meu próprio livro que tem esse
universo como uma das temáticas.
9-THE WALKING DEAD 2 - O
CAMINHO PARA WOODBURY – De Robert Kirkman e Jay Bonansinga – A leitura desse
livro obedeceu a uma lógica esquisita já que li o volume 3 da série e depois li
o volume 1. Agora conclui o volume 2 e as coisas podem, de certo modo, seguir adiante
para os volumes seguintes. Aqui temos a continuação do drama que fez com que
grande parte da população de mortos virasse zumbi, aterrorizando os poucos
sobreviventes da praga. Um pequeno grupo tenta organizar uma comunidade depois
do apocalipse mas estão próximos demais de uma floresta e uma horda de zumbis se aproxima. Após
um ataque terrível um pequeno grupo escapa e vai parar nas mãos do terrível
Governador (personagem principal da série) e a gente o tempo todo se questiona
se é pior ser vítima dos zumbis ou do psicopata governador.
10-POLÍCIA – De Jo Nesbo -15º livro que li do autor norueguês Jo Nesbo um dos mais famosos escritores de romances policiais. Temos novamente aqui o detetive alcoólatra Harry Hole. A série com Hole inclui os volumes: O Morcego, Baratas, Garganta Vermelha, A Casa da Dor, A Estrela do Diabo, O Redentor, O Boneco de Neve, O Leopardo, O Fantasma, Polícia, Sede e Faca. Neste décimo volume da série, Hole vê seus amigos mais próximos correndo perigo quando um assassino que aterroriza as ruas de Oslo começa a matar policiais nas cenas de crimes que eles não conseguiram resolver e Hole precisa lançar mão de toda sua inteligência para não ser ele mesmo a próxima vítima. A conhecida coleção de reviravoltas numa trama inteligente que prende o leitor.
11-FRANTUMAGLIA: OS CAMINHOS
DE UMA ESCRITORA – De Elena Ferrante. Este foi o 10º livro que li da autora
napolitana famosa internacionalmente por não revelar sua identidade
e por ser um sucesso de vendas com variadas adaptações
para as telas. Após a excelente
tetralogia napolitana e mais outros cinco livros de ficção, deparei-me com esta
obra de não-ficção que são entrevistas que a autora concedeu ao longo dos anos
e que foram publicadas em um volume que certamente agradará leitores que já conhecem seu trabalho. Aqui estão entrevistas
a dezenas de jornais e revistas, cartas e partes descartadas do livro Dias de Abandono. Esta leitura me lembrou
outra que fiz no começo do ano com o livro de José Saramago Cadernos de
Lanzarote em que, pela primeira vez, li uma obra de não-ficção do prêmio Nobel
português de quem já li 15 romances e que publicou seus diários e
correspondências ao longo dos anos.
12-A ERA DE JULIANO -
PAGANISMO E CRISTIANISMO NO IMPÉRIO ROMANO – De Gaetano Negri. Uma excelente
abordagem sobre uma época e um tema que muito me atraem já que o imperador Juliano
sempre foi um mistério para mim, além do que sempre quis ler o livro Juliano,
escrito por Gore Vidal. Aqui estamos no ano 361, quando o cristianismo é a religião oficial do Império
Romano. Quatro imperadores cristãos já haviam governado em sequência, mas a
religião vive profundos debates, corrupção generalizada e crises
entre correntes internas do cristianismo e embates com as religiões
antigas quando a ascende ao trono o jovem imperador Juliano, pagão cultíssimo
que decide restaurar a civilização helênica e o culto aos seus deuses
tendo entrado para a história como o Apóstata, pois a Igreja que ele combateu tornou seu nome odioso. Seu império durou oito anos mas marcou profundamente a história.
13-AGÊNCIA DE INVESTIGAÇÕES
HOLÍSTICAS DIRK GENTLY – De Douglas Adams. Após a leitura da engraçadíssima
serie O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma das coisas mais divertidas que já
li na vida, resolvi voltar à mente do excelente Douglas Adams. Aqui ele tem
como personagem principal um engenheiro de computação que leva uma vida comum até que seu caminho
se cruza com Dirk Gently, um investigador trambiqueiro. Juntos, eles vão se
envolver com o assassinato de um ricaço, um Monge Eletrônico (criado apenas
para acreditar em coisas para outras pessoas que acham que acreditar em tudo é
cansativo), sua mula presa misteriosamente em um banheiro, fantasmas, ETs, enfim, tudo que a mente
de Douglas Adams é capaz de produzir. Há uma continuação que pretendo ler
também.
14-AUTO DA COMPADECIDA – De Ariano Suassuna.
Após assistir ao filme baseado nessa na obra famosa que eu ainda não tinha lido
parecia que não precisaria ler a peça mas como não tinha lido nada de Suassuna
resolvi riscar essa falha do meu curriculum. Creio que a referência do filme
tirou um pouco do impacto que poderia ter se eu não conhecesse a adaptação
porque é um texto brilhante escrito em 1955 com profundas críticas sociais,
políticas e religiosas. A ação se passa em Taperoá, na Paraíba e os personagens
João Grilo e Chicó são icônicos e eternamente no imaginário brasileiro.
15-LIBERTY BAR – De George
Simenon. Apesar de o autor belga ser considerado o romancista mais prolífico do
mundo, com mais quase 200 romances e 150 novelas, eu não tinha lido nenhum dos
seus livros apesar de ter ganho muitos de presente de uma amiga. Resolvi li
Liberty Bar em que está presente o icônico detetive de quase todas as suas
obras, o comissário Jules Maigret sempre com deduções baseadas não na lógica
como ocorre com os famosos detetives Sherlock Holmes, Hercule Poirot e Auguste
Dupin, mas na observação do comportamento comum e cotidiano das pessoas. Aqui
Maigret investiga o assassinato de um alcoólatra australiano esfaqueado na
riviera francesa quando conhece quatro mulheres entre elas uma velha dona do
peculiar Liberty Bar e para minha surpresa Maigret permite que o
assassino escape impune.
16-A FILHA DE AGAMENON / O
SUCESSOR – De Ismail Kadaré. Já havia lido dois livros do autor albanês de cuja
prosa sou fã. Esse volume reúne um conto e uma novela em torno do mesmo caso. O
autor precisou esperar décadas para sua publicação em razão da feroz censura do
regime comunista da Albânia. As duas
histórias são inspiradas no caso do assassinato do número dois na hierarquia
política e futuro condutor da nação cuja filha é obrigada a terminar a relação
com um jornalista da TV estatal. Uma obra extremamente bem amarrada com ecos da
mitologia grega, da Guerra de Tróia e do absurdo kafkiano numa estrutura que
lembra o filme Rashomon de Akira
Kurosawa em que cada capítulo foca em um
personagem distinto ligado ao morto ou à sua morte.
17- O FILHO DE MIL HOMENS – De Valter Hugo Mãe
– Segundo livro que li do autor depois de As Mais Belas Coisas do
Mundo. Confesso que não estava muito animado para ler este livro porque não
gostei da adaptação para o cinema com
Rodrigo Santoro no papel principal, mas
deixei de lado o preconceito e fiz bem porque o livro é excelente. Em
uma aldeia litorânea de Portugal, o pescador Crisóstomo (Santoro no cinema) é
um homem solitário que aos 40 anos sente a insuportável falta de ter um filho.
Sua vida muda quando ele acolhe Camilo, menino órfão de uma mãe
anã. Outra personagem que tenta fugir de sua própria dor é Isaura, que cruza o caminho dos
dois e também Antonino, jovem homossexual que sofre rejeição da
comunidade. Juntos, os quatro solitários aprendem o
significado de família e o propósito de compartilhar a vida. Um belo livro que
dá um calorzinho no coração como um conforto.
18-LADY SUSAN – De Jane Austen - Esse foi o
sexto livro que li de Jane Austen e difere das suas obras mais famosas porque aqui ela conta as histórias por meio de cartas. Esse charme me capturou. A personagem principal que dá título à obra é uma das vilãs mais
interessantes que já li. Imersa no pântano
da hipocrisia da sociedade rural inglesa do século XVIII, a história da bela e malvada
recém viúva Lady Susan que faz de tudo para conseguir um bom casamento para ela e
para sua filha, usando todas as armas, subterfúgios, intrigas e métodos escusos
e somos testemunhas privilegiadas já que temos acesso a cartas dela, de vários
dos seus parentes, admiradores e vítimas. Uma pequena pérola já que
infelizmente é um livro curtinho.
19-A INVENÇÃO DE MOREL – De Adolfo Boy Casares
– Primeiro livro que li do celebrado autor argentino. Apesar da imensa fama e
prestígio e elogios rasgados do próprio papa da literatura fantástica argentina
Jorge Luis Borges, a quem a obra inclusive é dedicada, confesso que não vi nada
de extraordinário nesse livro, pelo contrário, achei-o maçante e repetitivo
apesar das suas pouco mais de 100 páginas, sendo o primeiro romance do autor,
escrito quando ele tinha apenas 26 anos. Aqui temos um
prisioneiro fugindo de uma prisão e chegando a uma ilha isolada com construções
misteriosas. Há uma doença mortal envolvida, estranhos visitantes que o
ignoram, uma paixão bem gratuita por uma turista e até dois sóis e duas luas no
céu. Não me agradou nem um pouco.
20- HISTÓRIAS DE SHERLOCK HOLMES – De Arthur
Conan Doyle - Finalmente consegui ler o último dos nove livros de romances e
contos publicados pelo escritor Arthur Conan Doyle com o seu personagem icônico,
o detetive Sherlock Holmes. Aqui temos
12 contos em que Holmes se despede da literatura pelas mãos do seu autor que
havia matado o personagem, mas por pressão dos leitores e editoras precisou
ressuscitá-lo. Mas agora foi definitivo, pelo menos pelas penas do autor
original. Aqui estão reunidos textos publicados entre 1921 e 1927 pela Strand
Magazine.
21- NÓS JÁ MORAMOS AQUI – O livro de estreia
do autor Marcus Kliewer tem feito muito barulho e sucesso. Um thriller
psicológico com elementos de terror que teve início como um conto postado num
fórum da internet, mas que teve tanto impacto que não demorou muito para se
tornar um livro bem interessante já tendo inclusive seus direitos comprados
pela Netflix que vai adaptá-lo para um filme ou série. A narrativa é intrigante.
Um casal de mulheres que compra casas antigas e as reformam para revenda recebe
a visita inesperada de uma família cujo pai afirma ter vivido ali na infância e
pede para mostrar o imóvel para os filhos e a esposa. Tudo se torna muito
perturbador e deixa no leitor a sensação de que não dá para confiar em nada e
em ninguém, inclusive na narradora.
22-HAMLET – De William
Shakespeare – Não posso dizer que realmente li a peça trágica sobre o príncipe
da Dinamarca assombrado pelo fantasma do pai, a traição do tio e da mãe, uma
das mais emblemáticas do maior dramaturgo de todos os tempos, pois essa edição
baratinha da editora Princeps é apenas uma adaptação em prosa feita por pelo
escritor brasileiro Júlio Emílio Braz. Ainda preciso ler a versão teatral apesar
de já ter assistido à sua adaptação nas telas e nos palcos mais de uma vez e
pelas minhas contas todos os 9 atores principais morrem assassinados,
envenenados ou suicidados.
23-JUVENTUDE – Segunda obra
que li do escritor Joseph Conrad. Neste conto, temos o mesmo
narrador de outros livros do autor, o marinheiro Charles Marlow, que viria a
ser o protagonista de outras obras-primas de Conrad, como Coração das Trevas,
que já li, e Lord Jim, que pretendo ler em breve. Aqui, velhos amigos se reúnem
para beber com Marlow e ele narra nostalgicamente sua primeira viagem ao
Oriente, quando tinha apenas 20 anos no navio Judea (história baseada no navio Palestine
em que Conrad serviu), uma embarcação decadente carregada de carvão
que enfrenta uma série de tempestades até naufragar em um incêndio
catastrófico. Uma ode às ilusões e à fé inabalável típicas da juventude diante
dos perigos implacáveis do mar e da vida.
24-MITOLOGIA NÓRDICA –
Segundo livro que li de Neil Gaiman após Deuses Americanos e após ter assistido
a sua maravilhosa série Sandman (vi também a série Deuses Americanos, mas só
gostei das primeiras temporadas). Aqui, o autor relata quinze contos nórdicos que compõem esta elegante edição em
capa dura narrando desde a origem do mundo, os conflitos intermináveis entre
deuses, gigantes e anões até o Ragnarök, o apocalipse que vai levar ao
fim no mundo. Acompanhamos não apenas as histórias de Odin, Thor e Loki,
os personagens mais famosos da epopeia, mas vários outros deuses escandinavos.
Uma excelente porta de entrada para quem deseja saber um pouco mais sobre essa mitologia fascinante.
25- ESAÚ E JACÓ – Após
muitos anos sem ler Machado de Assis me dei novamente o prazer de desfrutar da
sua escrita maravilhosa. Aqui novamente temos o Machado irônico e que em
diversos capítulos provoca diretamente o leitor com tiradas geniais removendo a
gente da zona de conforto. A história dos gêmeos Pedro e Paulo que crescem no
Rio de Janeiro durante o fim do Império e o golpe da República e têm
intermináveis conflitos desde o útero da mãe até a luta pelo amor da jovem
Flora.











































