Showing posts with label Elena Ferrante. Show all posts
Showing posts with label Elena Ferrante. Show all posts

21.6.20

Livros de Janeiro a Maio


Aqui estão os 22 livros lidos entre Janeiro e Maio deste ano
Estão na ordem em que aparecem na ilustração acima e na lista abaixo
No mesmo período, do ano passado, li 27 livros. Então, estou abaixo da média do mesmo período do ano passado.

1 - HOMEM COMUM – Este foi o quinto livro que li do escritor Phillip Roth após Adeus Columbus, Complexo de Portnoy, O Teatro de Sabbath e Humilhação. O prolífico autor de mais de 30 romances aqui conta uma história de perda e arrependimento do protagonista lembrando da sua infância despreocupada, as conquistas da idade adulta até a velhice quando seus amigos estão morrendo e ele se deteriorando fisicamente com filhos que o desprezam e três casamentos destruídos.

2 - A CONFRARIA DOS ESPADAS – Após ter lido o excepcional Agosto, vi uma lacuna na minha leitura de Rubem Fonseca. Decidi reiniciar por este livro de contos, gênero que era o ponto forte do autor, sem desmerecer seus ótimos romances. Mas, diferentemente de outros livros dele, este tem a marca do minimalismo e da concisão e não foi muito bem recebido pela crítica. Acho que não recomecei pelo melhor.

3 - BARTLEBY, O ESCREVENTE- O segundo livro que li de Herman Melville após vencer o calhamaço que foi Moby Dick. Trata-se de um quase conto e é mais leve e acessível, com humor, inclusive. A história de um advogado do século XIX que contrata um novo copista. E entra Bartleby em cena. O personagem é tão marcante que fascina até hoje leitores e críticos e filósofos contemporâneos como Gilles Deleuze e Jacques Derrida escreveram textos sobre ele.

4 - A LITERATURA COMO TURISMO – Antologia poética de João Cabral de Melo Neto organizada pela sua filha. São poemas feitos durante cinquenta anos como diplomata na Espanha, Inglaterra, Senegal, Equador e Honduras retratando a cultura e a paisagem de lugares que o marcaram, pincipalmente Sevilha a cidade mais cantada pelo poeta.

5 - SALEM –O segundo livro publicado por Stephen King, em 1975. É abertamente inspirado em Drácula de Bram Stoker e é ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra. Conta a história de três forasteiros: um escritor que viveu na cidade quando criança e quer acertar contas com o passado; um menino obcecado por monstros; e um homem misterioso que abre uma loja de antiguidades na cidade. Vários assassinatos medonhos passam a acontecer e um grupo de sobreviventes decide fugir mas precisa livrar a cidade de vampiros.

6 - 1.356 –O sexto livro de Bernard Cornwell que li após Stonehenge, Azincourt e os três volumes das Crônicas de Artur (O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur). O título evoca um dos anos mais devastadores da Idade Média após a peste negra assolar a Europa. É o quarto volume da série A Busca do Graal (precedida por O Arqueiro, O Andarilho e o Herege, que não li ainda). Passa-se no meio da Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França. Aqui o arqueiro inglês Thomas de Hookton disputa da posse de la Malice, a espada usada por São Pedro para defender Jesus Cristo. Crê-se que quem possuir a espada vencerá qualquer guerra.

7 - OUTSIDER – Talvez o mais recente livro de Stephen King (ele tem mais de 60) e adaptado para uma série de tv. A partir da morte brutal de um menino, as testemunhas e digitais levam a autoria a um treinador de beisebol infantil. Após sua prisão, descobre-se que ele estava bem longe da cidade no momento do crime. É possível uma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo?  O mestre Stephen King adiciona à trama uma criatura sobrenatural (o Forasteiro) que se alimenta dos terrores das suas vítimas, sem deixar de discutir um dos fenômenos mais atuais da sociedade, as fake news e suas consequências terríveis.

8 - OS SERTÕES –Um dos meus orgulhos: ter lido na íntegra a obra prima de Euclides da Cunha. A leitura é difícil. As duas primeiras partes têm parágrafos inteiros com termos científicos de botânica e geologia e muitas pessoas não conseguem ir adiante na leitura. Há edições que só trazem a terceira parte que é a luta em si. A história sobre a conquista do arraial de Canudos no sertão baiano foi publicada em 1902 é o primeiro livro-reportagem do Brasil. Foi adaptado para o cinema e também é tema de outro livro maravilhoso: A Guerra do Fim do Mundo, do peruano Mario Vargas Llossa.

9 - A CIVILIZAÇÃO DO OCIDENTE MEDIEVAL – Livro de Jacques Le Goff, um dos maiores medievalistas do mundo e traduzido em mais de 20 países. É um dos livros mais importantes sobre a Idade Média e trata dos principais aspectos daquele período como os religiosos, políticos, econômicos e sociais do ocidente medieval. Para quem gosta dessa parte da História (eu adoro), é um livro essencial e saboroso.

10 - A VOLTA NO PARAFUSO – Eu já havia lido três outros livros excelentes do autor Henry James (Retrato de uma Senhora, A Fera na Selva e Lady Barberina). Esse foi um dos maiores sucessos do autor que, ao contrário das obras anteriores, é uma história de terror com uma preceptora lidando com um casal de crianças possuídos por dois espíritos de ex-funcionários de um casarão da Inglaterra. Há um subtexto de exaltação sexual reprimida da era vitoriana. Já foi adaptado para o cinema, inclusive com o filme brasileiro Através da Sombra.

11 - BAGAGEM- O primeiro livro da excepcional poeta Adélia Prado que li e também seu livro de estreia. Já havia lido diversas poesias dele pela internet, mas aqui tive o prazer de ler o livro na íntegra. Foi publicado em 1976 sob recomendação de ninguém menos do que Carlos Drummond de Andrade

12 - MISERY – Famoso livro de Stephen King, adaptado com sucesso para o cinema como Louca Obsessão, rendeu à atriz Kate Bates, no papel da enfermeira Annie Wilkes, o Oscar, o Globo de Ouro e a 17ª honrosa colocação entre os 100 maiores vilões do cinema, lista organizada pela  American Film Institute (bem à frente de Drácula, Freddy Krueger e Coringa). História de desespero onde um escritor é sequestrado pela sua maior fã, a psicopata Annie Wilkes, que o obriga na base de tortura, a reescrever seu último livro onde ele matara a heroína Misery.

13 - WILD CARDS 5- JOGO SUJO – No quinto volume dessa coleção de contos de ficção organizada por George R. R. Martin estamos 40 anos depois da disseminação de um vírus alienígena que contaminou parte da população da Terra e transformou parte da população mundial em super-humanos (Ases) e outra parte em deformados terríveis e párias (Coringas). No Bairro dos Coringas em Nova York, esse volume mostra uma violenta guerra de rua entre a Máfia e a gangue Punhos Sombrios. No meio dessa guerra um grupo de heróis permanece nas sombras em guerra contra os poderes do submundo.


14 - DIAS DE ABANDONO – O 7º livro que li da italiana Elena Ferrante após sua Tetralogia Napolitana adaptada para série de tv (A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e A História da Menina Perdida), além dos livros A Filha Perdida e Um Amor Incômodo. Os temas dela são muito do universo feminino, o que nunca foi meu forte. Aqui ela retorna a esse universo com uma mulher traída e abandonada que tem que lidar com questões que a destroem psicologicamente como a administração da casa, doenças das crianças, a péssima relação com a filha birrenta e a solidão. Foi difícil para mim ter empatia pela personagem que me pareceu existencialmente uma vítima rejeitada.

15 - A HISTÓRIA SECRETA DE PARIS – São mais de 580 páginas para atravessar, mas este é um livro encantador com um subtítulo:  “Como ladrões, vigaristas, cruzados, santas, prostitutas, déspotas, anarquistas, poetas e sonhadores transformaram um povoado gaulês na cidade luz da Europa”.  O jornalista Andrew Hussey apresenta uma infinidade de personagens que originaram a Paris que conhecemos hoje, desde as tribos que viviam na região antes da chegada do império romano até os intelectuais e poetas atuais, passando pelos reis, imperadores e incontáveis massacres, guerras, revoluções, pestes e combates intermináveis. Uma obra fundamental para quem quer realmente saber sobre Paris.

16 - WILD CARDS 6 – ÁS NA MANGA – Todo esse volume se passa em 1988 em Atlanta, ao contrário dos outros volumes que basicamente são em Nova Yorque. Aqui o livro inteiro ocorre durante a convenção do partido democrata que definirá quem irá ser indicado à para concorrer à presidência: o senador Hartmann (apoiado pelos Curingas) ou o pastor Barnett (que prega que os Curingas carregam um vírus demoníaco e devem ser presos em campos de concentração).

17 - A DITADURA ACABADA – Finalmente encerrei a série sobre a ditadura brasileira do jornalista Elio Gaspari interrompido há anos. Havia encerrado a leitura dos quatro primeiros volumes (A Ditadura Envergonhada, A Ditadura Escancarada, A Ditadura Derrotada e A Ditadura Encurralada). O último volume demorou anos para sair e recebeu Grande Prêmio da Crítica de Literatura da APCA e mostra o período de 1978 a 1985, o final do governo Geisel, a posse de Figueiredo, a eleição de Tancredo Neves, a abertura política e o fim do AI-5 com manifestações pela anistia e pelas eleições diretas.

18 - A COLEIRA DO CÃO – Se no começo do ano eu disse que tinha recomeçado a ler Rubem Fonseca após o romance Agosto e não escolhi seu melhor livro de contos com A Confraria dos Espadas, agora acertei. Este foi o segundo livro de Rubem Fonseca, lançado em 1965 e é composto de oito contos que são a síntese das melhores qualidades do contista. O primeiro conto: “A Força Humana”, foi tido pelo crítico Wilson Martins como um dos melhores da literatura não apenas brasileira como da literatura universal. Ele integra o livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século XX”

19 - NOVEMBRO DE 63 – Mais uma obra magistral do mestre Stephen King. Também foi adaptada para uma série de tv como inúmeros outros livros do autor. Escrevi no blog uma resenha completa sobre o livro e vou apenas resumir: espetacular. A série é estrelada pelo ator James Franco.

20 - COMPLÔ CONTRA A AMÉRICA –Sexto livro de Phillip Roth que li. Diferente de todos os seus outros livros, que abordam temas reais com uma pegada naturalista, aqui o autor cria uma ficção baseada na premissa de que o herói americano Charles Lindbergh, primeiro homem a cruzar o Atlântico em um voo sem escalas, em 1927, é eleito presidente e, ao apoiar Hitler e o nazismo, leva terror à comunidade judaica. Adaptado para uma série de tv com Winona Ryder e John Turturro.

21 - VARIAÇÕES ENIGMA – O segundo livro que li de André Aciman após o retumbante sucesso de Me Chame Pelo Seu Nome, adaptado para o cinema. Esta não é a continuação do romance anterior, que está em outro livro que ainda não li. Este é dividido em cinco partes, cada uma contando um episódio da vida amorosa de um rapaz bissexual chamado Paul, um jovem italiano que vive nos Estados Unidos.

22 - DÁLIA NEGRA – Romance de estreia do autor James Ellroy e início da brilhante carreira de um autor de ficção policial moderna. Aqui ele narra os bastidores da investigação de um crime real ocorrido em Los Angeles em 1947 quando o corpo torturado e estuprado de uma bela jovem é encontrado num terreno baldio. Trata-se de um romance noir clássico com todos os ingredientes do gênero. Foi adaptado para o cinema por Brian de Palma em 2006 com Scarlett Johansson e Josh Hartnett.

7.6.19

Livros de Janeiro a Maio

Aqui estão os 27 livros lidos neste ano de Janeiro a Maio
Estão na ordem em que aparecem na ilustração acima e na lista abaixo

FOGO E SANGUE – De George R.R. Martin, autor das Crônicas de Gelo e Fogo. Séculos antes das histórias de Game of Thrones, quando a Casa Targaryen, formada por senhores de dragões, assume Pedra do Dragão em Westeros

OBJETOS CORTANTES  – Primeiro livro de Gillian Flynn, adaptado pela HBO.  Da mesma autora de Garota Exemplar, adaptado para o cinema

JERUSALÉM, A BIOGRAFIA – Obra de Simon Sebag Montefiore com mais de 900 páginas. O mesmo autor dos Romanov, que li ano passado.

O ALEPH O primeiro livro do argentino Jorge Luis Borges que li. Há tempos me devia essa experiência. Contos que justificam o adjetivo “borgiano”.

ALMAS MORTAS – Obra prima do russo Nikolai Gogol, que destruiu a segunda parte da obra antes de morrer. Li após saber, em Jerusalém, a Biografia, que o surto de Gogol se deu durante sua visita a Jerusalém.

SUBMISSÃO – O primeiro livro que li do polêmico francês Michel Houellebecq. Uma distopia em que um muçulmano é eleito presidente da França instituindo teocracia, poligamia e patriarcado. O livro desperta paixões da direita e da esquerda, o que significa que vale à pena ser lido.

UM AMOR INCÔMODO – O quinto livro que li da italiana Elena Ferrante, após sua Tetralogia Napolitana. Narra o retorno de Delia, aos 45 anos, à sua cidade natal, Nápoles, para enterrar a mãe achada morta numa praia e que levam a filha a reviver emoções de um passado que julgava enterrado.

WILD CARDS 1 - Coleção de contos de ficção organizada por George R. R. Martin, de Game of Thrones. Primeiro volume de uma série de 22 livros e conta as histórias dos principais personagens da série a partir da disseminação de um vírus que contamina parte da população, matando inúmeras pessoas e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais.

GAROTA EXEMPLAR – Após ter lido Objetos Cortantes de Gillian Flynn e ter visto a adaptação deste livro para o cinema, com Ben Afflec e Rosamund Pike, resolvi ler a obra que gerou o filme. Excelente, mas é uma pena que eu já sabia o final. Mesmo assim foi uma boa experiência. Se já era fã da autora, fiquei mais ainda.

AS CRÔNICAS MARCIANAS – Livro de contos de ficção científica publicado na década de 1950. Segundo livro que li do americano Ray Bradbury, após Farenheit 451, que já adaptado para o cinema duas vezes. Todos os contos giram em torno da colonização de Marte por humanos. Distopia, mais uma vez.

OS PRELÚDIOS DE DUNA - A CASA ATREIDES – Após seis livros fabulosos de Frank Herbert,  foram publicados pelo seu filho Brian Herbert vários outros depois da morte do autor dos originais. Aqui temos o primeiro da nova série narrando acontecimentos anteriores aos de Duna, O Messias de Duna, Os Filhos de Duna, O Imperador-Deus de Duna, Os Hereges de Duna e As Herdeiras de Duna.

A FILHA DO CAPITÃO – Primeiro livro que li de Aleksandr Pushkin, considerado fundador da novela russa e que influenciou autores como Gogol e Turgeniev. Foi a partir de um argumento seu que Gogol escreveu Almas Mortas. Aqui, a história de amor na Rússia do fim do século 18 com pano de fundo na história real da revolta de Yemelyan Pugachev, que alegava ser o falecido czar Pedro III.

DIÁRIO DE UM LOUCO – Uma novela curta de Nicolai Gogol. Literalmente o diário de um funcionário público atormentado que vai aos poucos enlouquecendo até ser internado num hospício.

A BRIGA DOS DOIS IVANS- Depois de ler O Capote, Almas Mortas e Diário de um Louco, fui adiante na obra de Gogol e me deliciei com uma novela que narra a disputa de dois cidadãos de uma vila da Ucrânia, no início do século 19. Depois de anos de amizade eles mantêm uma longa disputa. História leve e cínica sobre a condição humana.

A SEDE – O 5º livro que li do autor norueguês Jo Nesbo. Aqui, temos um assassino à solta e que tem como característica beber o sangue das suas vítimas, sempre mulheres. O detetive ícone de Nesbo, Harry Hole, terá que enfrentar o único assassino que lhe escapou.

A ESTEPE – Mais uma novela russa. Aqui o autor Anton Tchékhov conta a viagem de um menino para estudar em outra cidade e assim percorre por alguns dias a vastidão da estepe russa. Por meio da história acompanhamos não apenas um retrato da natureza, mas também dos diversos tipos humanos russos, suas atividades econômicas e seus relacionamentos sociais e pessoais.

ASIÁTICOS PODRES DE RICOS – Best seller do cingapuriano Kevin Kwan, adaptado com sucesso estrondoso para o cinema. Achei bem água com açúcar o romance de uma moça chinesa com um herdeiro multimilionário de Cingapura que serve para o autor desfiar uma infinidade grifes. Quem gosta de romances bobos e grifes famosas vai fazer a festa.

DRIVE – A História de um dublê de filmes (não sabemos seu nome) que faz bicos como motorista de fugas de assaltos. Escrito pelo americano James Salis e adaptado para o cinema com o ator Ryan Gosling no papel do motorista

UM CORAÇÃO SINGELO – Escrito pelo francês Gustave Flaubert, famoso por Madame Bovary, temos a história de Felicidade, uma mulher ingênua que se vê ligada pelo destino à sua patroa de quem é separada por um abismo social. O livro narra uma vida de infinita dedicação e vocação para cuidar do próximo.

DUAS NARRATIVAS FANTÁSTICAS – Depois de Os Irmãos Karamazov, Crime e Castigo e a Senhoria, li este volume composto das novelas: “A Dócil” e “O Sonho de um Homem Ridículo”. A primeira descreve o drama de um homem  desesperado que, diante do cadáver da mulher, busca entender o que a levou ao suicídio. A segunda novela é a história de um homem que começa vagando por São Petersburgo e refletindo que sempre foi uma pessoa ridícula, o que o leva à ideia de suicídio.

RICARDO E VANIA – Livro do jornalista brasileiro Chico Felitti escrito a partir de uma reportagem sobre Ricardo (o “Fofão da Rua Augusta”), o que levou o autor à descoberta de “Vânia”, travesti radicada em Paris e ex-namorada de Ricardo. O livro recupera a trajetória tortuosa de um casal simbólico do underground paulistano dos anos 70 e 80.

GARGANTA VERMELHA – Mais um livro policial do norueguês Jo Nesbo com o inspetor Harry Hole. Aqui o autor alterna seus cenários entre passado e presente, dos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, nas trincheiras de Leningrado, a uma Oslo atual quando Harry Hole investiga uma rede de tráfico de armas  relacionada a um grupo de antigos e novos nazistas.

ÉDIPO CLAUDICANTE – Sempre fui tarado por Mitologia Grega e este ensaio do brasileiro Antonio Farjani analisa com profundidade as razões da existência de tantos heróis feridos nos pés na Mitologia e o destino trágico do herói como metáfora para a iluminação espiritual.

NAPOLEÃO, UMA BIOGRAFIA LITERÁRIA – Uma obra excepcional do autor francês Alexandre Dumas, de quem eu nunca tinha lido nada. O livro que acompanha Napoleão Bonaparte desde sua terra natal na Córsega até a consagração como imperador francês, passando pelas batalhas vitoriosas até o fiasco na Rússia, os dois exílios e a definitiva e dramática batalha de Waterloo.

NIETOCKA NIEZVANOVA – Quinta obra que li de Dostoievski e que conta a história de uma moça, filha de uma família paupérrima que após a morte dos pais é adotada por uma família riquíssima desenvolvendo uma paixão pela filha dos tutores. Para uma obra de 1850 é interessante ver as descrições de amor físico entre duas jovens.

A FILHA PERDIDA – Sexto livro que li de Elena Ferrante. Aqui ela tem como foco os conflitos internos de uma professora universitária de meia-idade, aliviada após as filhas crescidas se mudaram com o pai. Em férias no litoral da Itália, a personagem reflete sobre a ambivalência do amor maternal e suas consequências emocionais.

A IDADE MÉDIA E O DINHEIRO – Jacques Le Goff foi um historiador francês especialista em Idade Média que renovou o gênero biográfico, levando o leitor a crer ser realmente possível conhecer um personagem medieval. Esse livro é considerado o melhor estudo sobre o papel do dinheiro na Idade Média.